Ansiamos a instituição da livre circulação e transmissão de objectos da criação intelectual abstracta. O Homem não é; o Homem é uma potência do que pode vir a ser. E nós ambicionamos o Homem-outro. Nós não nos baseamos nas velhas teorias. Nós não nos baseamos em nada. Construimos realidade. A nossa.
De jour en jour le besoin s'impose d'avantage. Il ne se prête plus guère à une considération détachée. La stylistique appliquée n'est pas l'observation du réel.
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Eu olho para Ti, e tenho medo, minha querida… Eu vejo-Te despida num sonho purpúreo e diabólico, e sinto nojo… e sinto vontade de vomitar, meu amor….
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-Oh, vem! Anda para cima de mim! Penetra-me bem fundo! Eu amo-te tanto. Tu nem sabes como eu te amo tanto, meu querido. Desde o primeiro dia, lembras-te? Estavas tu parado no apeadeiro do autocarro. Sorrias para uma criança que dançava à tua frente. E eu, quis logo agarrar esse teu sorriso com os dentes. Eras tão cândido! Oh! Vem para cá! Fura-me! Anda! Tu olhaste para mim e continuaste a sorrir, como se a partir desse momento também eu fosse criança, uma criança bela e despreocupada. Eu logo ali me despedi do mundo para me devotar a ti, meu amor...
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Entrei na morgue no dia mais feliz da minha infância. Os braços esticados, em forma de sono, impeliam-me majestosamente em direcção ao desconhecido por que eu tanto ansiava, em formas estridentes de loucura suave e pacífica. Encontrara pela primeira vez o verme longínquo e latente que me atormentara a consciência durante tantos anos, e a calma dos meus ossos assombrava a quietude do meu andar seguro pleno de convicção. Todas as dores em lençóis brancos sujos de mágoa, que eu visitara no meio do meu sono mais suave, desvaneciam-se agora sob o efeito de cada passo inclinado na escada sempre a subir do corredor que antecedia a porta alta e branca, de ferro lacado, pintalgada aqui e ali de manchas de ferrugem mais velhas do que eu.
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Temos o sonho entalado no meio dos nossos dentes amarelecidos pelo tempo. Temos toda a nossa intelectualidade metafísica dispersada na imensa miserabilidade do nosso corpo, e com isso sofremos todas as atrocidades que nos fazem arredar passo de toda a “outra” humanidade. O exagero das formas passa por ser hoje em dia uma verdadeira instituição comportamental, toda de beleza feita nas faces frescas dos jovens. Mas, até quando a juventude?, sendo que ela não é um posto vitalício? Não há explicação para a “criancice”. A não ser que a palavra mais correcta seja “sacanice”.
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A mente é por natureza um poço de perversão. A supressão das mais elementares ilusões, que nos vibram golpes de encanto de vigor esplendoroso, significa a estupidificação de tudo o que nos faz ser e estar. Antes estar morto que mal vivo. Os cadáveres não procriam deformações. E a maior enfermidade dos grous da modernidade é serem eles tão somente a sua própria negação. Uma imensidão de castrados que se arrasta pela civilização e geme de luxúria ao virar da esquina, com as frontes inflamadas na observação de um rabo bamboleante de mulher, todos a conspirarem um mau cheiro de nojo sobreaquecido, tudo a ver-se através dos olhos estúpidos de aves de rapina que voam à altura dos meus pés, tudo é extremamente porco! E deixem os cãezinhos em paz...
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