A Stranger Paradise

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Bórgia Ginz

Ansiamos a instituição da livre circulação e transmissão de objectos da criação intelectual abstracta. O Homem não é; o Homem é uma potência do que pode vir a ser. E nós ambicionamos o Homem-outro. Nós não nos baseamos nas velhas teorias. Nós não nos baseamos em nada. Construimos realidade. A nossa.

astrangerparadise.com

 

Joséphine Muller

De jour en jour le besoin s'impose d'avantage. Il ne se prête plus guère à une considération détachée. La stylistique appliquée n'est pas l'observation du réel.

astrangerparadise.com/josephinemuller

 

Ian Linter

Non musika Excentrica IN! For electronikal renoise Key. Submit Random Science & reduction. Overflow cast Numar is for Den emon exp & la mort pour Vitas body convolution.

astrangerparadise.com/ianlinter

 

Juca Pimentel

Eu olho para Ti, e tenho medo, minha querida… Eu vejo-Te despida num sonho purpúreo e diabólico, e sinto nojo… e sinto vontade de vomitar, meu amor….

omnicorn.com/jp

Radio schedule

Sat Jun 24 @15:00 - 05:00PM
Free

Sun Jun 25 @15:00 - 05:00PM
Free

Mon Jun 26 @15:00 - 05:00PM
Free

Mon Jun 26 @22:00 - 11:59PM
Epsilonia

Tue Jun 27 @15:00 - 05:00PM
Free

offb026 Alex Kimball & Ian Linter - Kathedrikos Maschine - A Stranger Paradise
ACT9 - The Fuck Experience (Nulled) (Live)  - A Stranger Paradise

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Oi Kundra na noite subida, espetada em fundo. Nas tuas planificações de híbrida alongas os espantos das horas e dos pontos anunciantes, os da espiral em ondas de mar e sonho. Nos tormentos suícidas dos anjos cantantes na contra-lua a matéria se infinda pelo vasto olhar dos Lapónios marantes. Amealhados cantantes das brumas fecundas pelo olhar moreno. Oi Kundra nas guitarras famintas e cartias nas esperas, nos fundos, no min.

Live recorded at Le Placard - Sèvres Vision Sonique 2010
Fusis quebrados. O homem tende a ser encaminhado pelo outro. Um lado a lado com a miséria do outro. A inversão do erro não se dá. O espírito da discussão crítica das sonoridades interiores não se dá. A transmissão acontece na periferia do nojo. Roupa suja. Mental. Variações sem sentido do amor-próprio que mata o único condensamento possível: a irrealização atómica, supra-sonho, e além túmulo. Queimaduras? Nem por isso. Colocações senis e aprofundamentos ligeiros. No assombramento da consciência única que tornada Kitsh se manda "daqui" para "mim". Anulamentos nada subtis. Periferias da zona. Um comércio das sensações básicas. Contratatempos fracos. Misérias condensadas.
Ian Linter:2010:pG

Fictional soundtrack to the theatre piece "A Pele" by Juca Pimentel. In this prologue Beatriz is in her room wondering about her dreams and frustrations, dissipating a certain mental despair within loneliness.

Juca Pimentel:2008:pG.
Guitarra anestesiada em sentido fundo. The beauty of paradigms. Imenso descer dos sentidos em revolta suprema pelo sempre Não. The beauty of strangeness. Regressão aritmética profunda. The beauty of shadows.
O artista não é quando pensa que é. Ou então é o maior, se andar no engate. Toda a gente coloca os seus berloques, como penas de pavão da alma eléctrica que as endiabria. Uns é o porsche, outros é o curso ilimitado na maior Enfermaria do mundo, outros é o dinheiro assombroso que tudo dá, ou as mulheres que interessam pela quantidade. Uns dizem que amam em demasia, outros que nunca amaram senão a amargura. Mas toda a gente que coloca as suas penas ao lustro anda a querer engatar alguém...
É febril
a sede de existência,
e o desejo de nojo e vis pensamentos.
Sangrentos ocasos de miséria e luxo!
Anseio
por mortes perenes e lívidas de desespero,
crónicos olhares de luxúria ao virar
de cada esquina.
Juca Pimentel - Casio SA-5:pg:2001.
Pianíssimo alcoólico no Casio SA-5 improvisado. Betereb-es. We can forget love & o piano é um instrumento de eleição pelo tempo fora do mastro-jazzOFF. We can't forget love & olhos fechados em tardes de primavera, fecundos, amenos, lentos, vagos, lama. Amal! Uno e carrega-se nas teclas uma a uma, às vezes duas a duas, às vezes mais, com toda a técnica e mais Uma. Olha-se a janela e o Sol is falling. Ganza-se o olhar e a janela cai antes. SA-57. Virtude. Minur foi um pássaro que encantou a corte de Sirah, a casta mais bela de todas as vinhateiras moçoilas. Enfim livre de qualquer mortandade a vinha subiu ao monte Jazz e descendeu. Descentou-se e a partir daqui entra o aleatório. Mil batimentos no fusco. Sempre a parir na teoria tecnológica e cortante na periferia do anal. Sempre a parir. Trogloditas a escancararem-se em tronos e dísticos partidos, e selvajarias a condizer e a soerguer: mais! We & transumância do terreno.
Camaradas, a falência do intelecto enquanto entidade abstracta e própria de cada um, a falência da acção como processo de construção de algo que caracteriza a qualidade de um ser, a falência do processo homem enquanto detentor da máxima inteligência, logo da máxima verdade, esta falência enorme, é a vossa. Sim, porque de facto neste preciso momento riem-se do que leram ou olham para o outro.
A mente é por natureza um poço de perversão. A supressão das mais elementares ilusões, que nos vibram golpes de encanto de vigor esplendoroso, significa a estupidificação de tudo o que nos faz ser e estar. Antes estar morto que mal vivo. Os cadáveres não procriam deformações. E a maior enfermidade dos grous da modernidade é serem eles tão somente a sua própria negação. Uma imensidão de castrados que se arrasta pela civilização e geme de luxúria ao virar da esquina, com as frontes inflamadas na observação de um rabo bamboleante de mulher, todos a conspirarem um mau cheiro de nojo sobreaquecido, tudo a ver-se através dos olhos estúpidos de aves de rapina que voam à altura dos meus pés, tudo é extremamente porco! E deixem os cãezinhos em paz...
Juca Pimentel:2011:pG

Live at Le Placard Festival, Sèvres 2011.

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