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	<title>Zerox NON - A Stranger Paradise</title>
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		<title>A religião para os religiosos, a ciência para os cientistas</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/a-religiao-para-os-religiosos-a-ciencia-para-os-cientistas</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 19:44:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Zerox NON]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A religião para os religiosos, a ciência para os cientistas. O que assim não for redunda em erro crasso de desapropriação. A impossibilidade da determinação do erro existencial sobre a sabedoria, empírica ou abstracta, implica o afastamento, daquele que não quer errar, de toda a “verdade” por ele não constatada.</p>
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<h2>A religião para os religiosos, a ciência para os cientistas</h2>
<p>O que assim não for redunda em erro crasso de desapropriação. A impossibilidade da determinação do erro existencial sobre a sabedoria, empírica ou abstracta, implica o afastamento, daquele que não quer errar, de toda a “verdade” por ele não constatada. Serve de facto o “ver para crer”, em termos de conhecimento. Aquilo em que se crê sem se ver é do âmbito do pensamento religioso, místico-prático. Redunda assim o processo do conhecimento na necessidade deste “ser”, e não ser suposto.</p>
<p>Toda a suposição é erro de proposição enquanto não demonstrada, ou verificada, ou simplesmente constatada. A suposição goza do princípio da validade enquanto criação humana, de facto, mas segui-la como “princípio verdadeiro” é eliminar a sua análise: esta determina o próprio pensamento humano num círculo fechado. Quando a suposição passa a “verdade”, sem a sua devida demonstração, ou verificação, ou simples constatação, fecha-se o processo racional nela própria. (O mais natural, uma das questões elementares da existência, é da demonstração de qualquer suposição surgir uma outra que a desactualiza… A assumpção de qualquer suposição como “verdade” implica a “eterna” (humana) actualidade da suposição…) Sendo a simples suposição um erro de proposição, fecha-se portanto o processo racional num erro de proposição.</p>
<p>Demonstrar-se que a simples suposição é um erro de proposição é penoso, e não estarei para isso. Em termos absolutos, qualquer certeza não verificável é estritamente metafísica: a ocorrência de correspondência com a “realidade” é infinitamente improvável, e o ser humano nunca o saberá.</p>
<p>De qualquer forma, a suposição surge do desconhecimento. O conhecimento que se constrói “encima” do desconhecimento, tem partes deste, desconhecimento, ou, na suposição, “invenção”, e partes de conhecimento que tem qualidades outras relativamente ao que se desconhece. Ou seja, todo o desconhecimento será colmatado por si, desconhecimento, na invenção, e pela relação que o seu conhecimento estabelece com a realidade. A própria invenção saltará facilmente do desconhecido (criação pura) para a rede informatorial estabelecida pelo seu conhecimento-outro. Também podemos dizer que é o conhecimento que determina o desconhecimento… e a suposição.</p>
<p>Os factos:</p>
<p>Deus é inconstatável: toda a forma e conteúdo que se lhe possa atribuir estará errada. Há quem diga, no entanto, que é demonstrável…<br />
A Ciência nunca dará o inconstatável – nunca saberemos aquilo que não sabermos.</p>
<p>Sendo os aspectos da religião assumidamente culturais, resta saber em que medida esta infere no comportamento e socialização inerente num determinado meio. Sendo a religião uma destilação eminentemente abstracta e simbólica, resta saber em que medida esta corresponde a um determinado Ideal (abstracto-simbólico) humano. Sendo a religião uma manifestação “temporal”, resta saber de que forma esta colabora na construção de um determinado “tempo”. Se a religião é a destilação prática de uma Fé numa “verdade” Filosófica, resta estudar o motivo deste conhecimento prático. Nada disto é o propósito da Ciência. Nada disto é o propósito do religioso…</p>
<p>Não há diferença quantitativa entre duas suposições diferentes. Há apenas diferença qualitativa. Serão ambas igualmente suposições, e igualmente erros de proposição.</p>
<p>Para os utentes d&rsquo;Acrópolis, quatro suposições diferentes:</p>
<p>Deus; Deus não existe.<br />
&amp;<br />
1+(-1)=0; 1+(-1)=(11)</p>
<p>LSN/BG</p>
</div>

		</div>
	</div>
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		<title>Osmose tratus</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/osmose-tratus</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Apr 2021 20:16:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Zerox NON]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir do momento em que o desfazamento entre o indivíduo comum e a tecnologia seja tão grande que não há outra hipótese senão a de haver intermediários pagos, como quase é agora, está tudo fodido…</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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<h6>2004 &#8211; Grupo Mão Morta &#8211; Yahoo!</h6>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir do momento em que o desfazamento entre o indivíduo comum e a tecnologia seja tão grande que não há outra hipótese senão a de haver intermediários pagos, como quase é agora, está tudo fodido&#8230;</p>
<p>E o facto é que a industria cultural é uma industria. Há regras que não há volta a dar, a não ser se que se queira deitar abaixo o castelo de cartas.</p>
<p>Há dois argumentos tipo contra o copyright. O dos artistas, e o do público. O dos artistas, passa muitas vezes, pela eliminação pura e simples do empresário; que redunda sempre numa maior perspectiva de renda para o próprio artista, pois passa a ser o Patrão. Isto em relação ao que me parece o « Copyleft ». No entanto, não me parece provado que esses artistas sejam bons patrões. Mesmo para eles. Ou seja, um artista patrão irá para o desemprego normalmente&#8230;</p>
<p>De facto, é preciso ir bem fundo para se justificar que aquilo que uma pesoa faz deixa de ser propriedade sua a partir do momento em que a mostra. Há que partir do pressuposto que ninguém pediu&#8230; (Estou a brincar, &#8230;) Mas o facto é que qualquer criação tem existência assegurada e independente do que quer que seja o criador. E não há qualquer intelectualidade num disco. Apenas matéria sonora. Os artistas ou os empresários não podem andar a vender aquilo que ninguém compra pois não está no produto. Isso portanto não existe. Propriedade intelectual sobre um disco, ou sobre um livro, etc. Pois não há intelectualidade do autor no produto. Ela aconteceu no autor e lá ficou. O que há é a manifestação de um trabalho, intelectual também, sim senhor, como dar a missa também é, mas que é essencialmente de produção. É um disco. E esse disco tem existência assegurada e independente do que quer que seja o criador. É um facto da matéria. A única maneira de contornar isso é destrui-la, ou fechá-la num local inalcançável. Ou então meter-lhe grilhões como acontece cada vez mais (anti-copy).</p>
<p>Quem quizer pode hoje em dia publicar aquilo que quizer sem se preocupar com os direitos de autor se pretende que tudo seja não comercial. Ninguém lhe rouba a obra e tal, e começa a fazer negócio com a coisa. A referência de autoria está portanto assegurada, pela posse do material original, ou documentação, como data de ficheiros, etc. Basta afirmar que é não comercial, num local qualquer. O Creative Commons é aceite juridicamente, pois trata-se de uma derivação. Se o artista pretende fazer negócio, então é mesmo aconselhável ir procurar um Empresário e que se enrabem os dois.</p>
<p>Há muita confusão na « cena ». Há regras da indústria e do capital que não podem ser quebradas se se andar nesse sistema. É absolutamente impossível. Um meio termo redunda no não crescimento do sistema, que só poderá assim atrofiar. Os artistas que lutam pelo pão já auguram bem essa impossibilidade que representa quebrar o sistema, sem se sair dele&#8230; Isto é, não poderão pensar os artistas que chegam ao público a que chegam hoje, que isso poderá se manter a partir do momento em que são eles, pelos próprios meios, a transmitir a obra. Isso qualquer artista saberá. Os artistas pretenderão mudar o quê a partir do momento em que obtenham o controlo editorial da sua obra? Pensam que não vão ter que gastar o mesmo dinheiro em publicidade resultando daí compromissos entre lucros e gastos? Pensam mesmo que o seu público actual é permitido pelas qualidades da obra? Não dá para saber&#8230; porque nunca foi assim. A teoria que uma obra não chega mais às pessoas do que podia é vaga. Tudo podia chegar muito mais a qualquer pessoa.</p>
<p>Portanto, heverá uma cena estranha, talvez em Portugal, que é os artistas aspirarem a detentores dos meios de produção. É de bom tom o artista não se misturar em política. A não ser que tenha consciência social, pois em política tratamos a sociedade&#8230;</p>
<p>E nesse sentido a teoria e a prática apontam para a eliminação do bem de transação. Não de todos, claro, mas da maior parte em que se fundam os mercados das necessidades espirituais. Passando a existir bens não produzidos para a transação, mas apenas transmissão. A adequação da nova industria e essa nova produção dependerá desta, e da forma como todas as outras necessidades são cumpridas. Portanto não dá para falar. Mas a ideia é a obra « publicada » começar logo á partida por ser uma transmissão, e não um bem de transação, como é considerada hoje em dia por toda a gente que recorre a uma label para publicar um disco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Bórgia Ginz</em></p>
</div>

		</div>
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