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	<title>Airf'Auga 1 - A Stranger Paradise</title>
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	<description>strange frequencies for normal people</description>
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	<title>Airf'Auga 1 - A Stranger Paradise</title>
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	<item>
		<title>Airf&#8217;Auga 1</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/airfauga-1</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 20:42:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Airf'Auga 1 - produzido e editado em 1994.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><center><img class=" size-full wp-image-1500" src="https://astrangerparadise.com/wp-content/uploads/2009/06/images_AirfAuga1.jpg" alt="Airf'Auga" width="540" height="800" srcset="https://astrangerparadise.com/wp-content/uploads/2009/06/images_AirfAuga1.jpg 540w, https://astrangerparadise.com/wp-content/uploads/2009/06/images_AirfAuga1-510x756.jpg 510w" sizes="(max-width: 540px) 100vw, 540px" /></center></p><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/airfauga-1">Airf’Auga 1</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>PÁRIAS, por Happuol Osogaarf</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/parias-por-happuol-osogaarf</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Happuol Osogaarf]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 21:19:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mas,…<br /> Várias…<br /> Filosofia…</p>
<p> Hoje ou amanhã?<br /> Talvez em tempo nenhum…<br /> Talvez nunca…<br /> Talvez sempre…<br
</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="aa1">
<p>&nbsp;</p>
<h3>UMA FILOSOFIA</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Mas,…<br />
Várias…<br />
Filosofia…</p>
<p>Hoje ou amanhã?<br />
Talvez em tempo nenhum…<br />
Talvez nunca…<br />
Talvez sempre…<br />
Talvez, Talvez, Talvez…<br />
Talvez…</p>
<p>Talvez um dia as flores riam no Inverno;<br />
“Talvez” as árvores frutiferem no Outono,<br />
e a neve caia no Verão,<br />
e o Sol abrase no Natal.</p>
<p>Que bonito!<br />
Que benção dos homens!<br />
Que beleza!,<br />
e que eu talvez, talvez…<br />
tal vez será uma efeméride…</p>
<p>Talvez o Mundo vá ao futebol,<br />
e venha ter comigo<br />
com o vento a esfriar-me as orelhas,<br />
numa rua escura de nevoeiro,<br />
e se sinta feliz a quatro dimensões…</p>
<p>Dimensiona em mim o terno pavor,<br />
e acalma os animais do tempo;…<br />
Força meu dia, afora os momentos,…<br />
Força meu vento…”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um bafo de heresia lançado ao vento,<br />
boiando no fofo colchão atmosférico,<br />
fala às estradas e aos rios.</p>
<p>Discute com rudes pedregulhos,<br />
e comunga todos os Domingos.<br />
-Sê bom! – e a Natureza ordena.</p>
<p>E não há faca que corte<br />
sem ser afiada depois da matança;<br />
Se o bafo protesta logo se amansa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sinto-me ficar louco<br />
Sinto-me loucamente ter nascido louco…</p>
<p>É uma loucura!</p>
<p>E a única loucura que possuo,<br />
é amar-te loucamente…</p>
<p>…até que a loucura ponha fim à minha<br />
loucura permanente…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há uma morte em cada pensador<br />
e cada pensador é uma morgue.</p>
<p>A Arte é diversificada<br />
e é bem vinda à maneira que o Sol brilha,<br />
e o poeta sofre.</p>
<p>O tempo passa<br />
e a vida foge,<br />
os planos morrem<br />
e os dias concretizam-se.</p>
<p>A apreciação depende inúmeras vezes<br />
e abana a cada sopro,<br />
pende do alto das covas<br />
e cai nas mais fofas nuvens.<br />
Ah, felicidade inexorável!</p>
<p>Não há alegria que alcance a tristeza,<br />
e não há loucura que ultrapasse o sofrimento…<br />
Não há reticências,<br />
há um adiamento que corre para lá das estrelas<br />
e se encolhe na estrada do Cemitério.<br />
Não há música que acelere o relógio<br />
e não há relógio que não faça música.<br />
Cada um à sua maneira…</p>
<p>Há maneiras para todos<br />
e não há tudo para ninguém.<br />
Todos têm infinitos<br />
e Ninguém tem nada.</p>
<p>O Ser é uma figura,<br />
cada figura é um caderno,<br />
e cada acção um romance.<br />
Um romance ninguém o lê…<br />
Todos lêem uma fantasia<br />
e a fantasia não é uma banalidade.<br />
Fantasiar é fazer circo,<br />
cada circo são vidas,<br />
e cada vida é um circo.<br />
Beber vinho é natural,<br />
natural é beber água,<br />
água é a vida,<br />
e a vida é um banho de banheira.<br />
Ah, pois é!</p>
<p>Fazer puzzles é divertido,<br />
jogar é um risco,<br />
um risco é uma recta,<br />
uma recta corre para o infinito<br />
e nunca volta para trás.<br />
Vai de encontro aos astros<br />
e nada se desfaz,<br />
tudo permanece intacto<br />
e nada se conserva.<br />
E o poeta sofre!</p>
<p>Cada corrida é uma parada,<br />
e a chuva cai.<br />
E a única reticência<br />
é pensar nas gotas de água<br />
que se unem como uma sociedade tornando-se num oceano gelado de brasa feito!</p>
<p>E a estrada roda,<br />
e os carros permanecem a olhar.<br />
As pessoas caminham embriagadas,<br />
e a estrada enlouquece<br />
e as pessoas sentem<br />
e fingem não dar conta de nada.<br />
E os poetas sofrem!</p>
<p>E se assim não for,<br />
que diferença faz?<br />
Três mais três são dois,<br />
e seis só é um,<br />
e todos são um milhão,<br />
e mais serão muitos milhões,<br />
e todos juntos só são um,<br />
e um é um,<br />
e será sempre um,<br />
e um são todos.<br />
E o homem não entende,<br />
e o homem vive,<br />
e o poeta sofre!<br />
E eu não entendo!</p>
<p>E depois?<br />
E depois não fica nada,<br />
e fica tudo igual,<br />
e são tantas coisas,<br />
e não é nada,<br />
e não é tudo.<br />
E sabe lá quem quanto é?<br />
E sabe lá quem o que é?<br />
E sabe lá quem sabe o que sabe?<br />
E todos sabem nada<br />
e nada sabe tudo…<br />
tudo é uma ilusão,<br />
uma ilusão é ficar parado,<br />
ficar parado é concentração.<br />
então concentrado,<br />
qual a satisfação?<br />
Parar um bocado,<br />
ficar aterrado,<br />
livre do Mundo.<br />
Grande ilusão…<br />
E a maior ilusão é não parar!</p>
<p>Há sempre uma paragem,<br />
nem sempre um recomeço.<br />
Só recomeça quem alguma vez começou!<br />
E quem começou?<br />
Quem nunca foi nada.<br />
Todos fomos alguma coisa,<br />
e quem de nós já começou?<br />
Quem de nós quer começar?<br />
Que somos? Que seremos? ou… Que fomos?<br />
Que sabemos?<br />
Que pensamos?<br />
Que dizemos?<br />
Nem tudo, nem nada, nem alguma coisa…<br />
Todos parámos,<br />
e não cumprimos o ser,<br />
e já estamos fartos de o ser…<br />
Não há regras para ninguém,<br />
e ninguém é uma regra.<br />
E Ninguém é uma regra!<br />
E alguém será uma regra?<br />
E Ninguém será uma regra?<br />
Porventura será alguém…</p>
<p>E o Sol brilha,<br />
e as nuvens passam,<br />
e o Céu é azul e cinzento e encoberto,<br />
e a água molha,<br />
e o calor sente-se,<br />
e o frio arrepia,<br />
e o barulho sente-se,<br />
e o silêncio ouve-se,<br />
e a terra move-se,<br />
e a distância encurta-se e alonga-se,<br />
e no Mundo há tantas coisas,<br />
e às vezes não há nada…<br />
E será tudo ilusão minha?<br />
Será tudo ilusão minha?<br />
Será tudo ilusão dos outros também?<br />
Será tudo ilusão nossa?<br />
E que tenho eu a ver com os outros? E que somos… todos separados? E todos juntos? E que amo eu além do paraíso?<br />
Quando lá estou não penso…<br />
E os poetas sofrem! E amam! E criticam! E amam!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>VISÕES, por Zombie</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/visoes-por-zombie</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Zombie]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:03:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Forte como um touro raivoso me transforma…<br /> Garras de ave de rapina me dá…<br /> Loucura e precisão de ourives me fornece…<br /> Os meus olhos<br /> perscrutam ávidamente a paisagem nocturna,<br /> que se desenrola por detrás das sombras fugidias<br /> do comboio atrasado…</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="aa1">
<h3>SOU…</h3>
<p>Forte como um touro raivoso me transforma…<br />
Garras de ave de rapina me dá…<br />
Loucura e precisão de ourives me fornece…<br />
Os meus olhos<br />
perscrutam ávidamente a paisagem nocturna,<br />
que se desenrola por detrás das sombras fugidias<br />
do comboio atrasado…<br />
Os meus olhos<br />
olham por entre os vidros das janelas<br />
imaginam um enorme espelho – opaco<br />
a figura esbelta da minha presença…<br />
O beijo de uma mulher –<br />
segurança… presença…<br />
superioridade não provocada…<br />
As garras actuam… provocando<br />
Da minha expressão o espelho arranca a expressão<br />
assassina de um cão que ladra,<br />
mas que não morde<br />
(Sim! Os cães não pretendem morder, apenas assustar)<br />
Como eu…<br />
Belo. Narciso superior.<br />
Aquele que gosta<br />
de observar,<br />
de comandar as tropas,<br />
os soldados para os infindáveis assaltos…<br />
Traidor de todos.<br />
Incendiário de paixões já não mais contidas.<br />
Traidor de mim próprio.<br />
Feliz – ao desconcertar quem não sabe<br />
a razão de não querer ser considerado amigo<br />
Sou<br />
livre… de todos<br />
Estou<br />
livre… de tudo<br />
Não me importunam mais os espíritos malignos<br />
que me povoam as trombas</p>
<p><center>§§§</center></p>
<h3>A ESLAVA COMPAIXÃO</h3>
<p>Acordar longínquo e tardio do ser<br />
Passar intermináveis tardes na pastelaria<br />
Sonhar esmaecidamente algo que não existe,<br />
sonhar num frémito a realidade<br />
Esquecer enternecidamente compromissos inadiáveis<br />
Esperar alguém que sabemos que não virá,<br />
mas que não queremos que chegue<br />
A permanência de nós em nós próprios<br />
A pureza de estar escrevendo<br />
sobre um livro insustentável, não o abrir<br />
por humildade e um pouco de preguiça<br />
A sensação de sermos realmente nós,<br />
de termos direito a abusar da nossa paciência<br />
Ah!, contemplar as pessoas que me observam<br />
como se fosse um esquizofrénico<br />
A vida, a eterna metáfora de quem sabe<br />
que algo sempre acontece quando o menos<br />
desejamos,…<br />
quando o menos<br />
esperamos,… (e SURPRESOS)<br />
Chove neste momento, estou preso<br />
Que bom!, a melancolia radiosa.</p>
<p><center>§§§</center></p>
<h3>CAPTOMENTE 2 (PARTE I)</h3>
<p>Convoluindo a génese humana<br />
com o doce sabor do som de uma guitarra<br />
Reparamos na existência<br />
de uma ténue esperança<br />
de que algo mudará.<br />
Mas, no entanto<br />
a imperceptível volúpia<br />
nos sussurra que nos sentimos sós.<br />
Este é talvez o maior dilema da Existência.</p>
<p><center>§§§</center></p>
<h3>TRÊS EM UM</h3>
<p>Uma sensação<br />
uma cadeira um poster uma cama um quadro<br />
Frio como a noite ele é<br />
Uma vaguear um delírio<br />
um tecto uma caneta um papel<br />
Terno como os lençóis ele gostaria de ser<br />
Um objecto perdido no meio da multidão<br />
uma negação uma escrita uma divagação<br />
Só como as sombras ele se sente<br />
Uma sombra uma luz uma melodia<br />
um objecto um tema um lema uma conversa<br />
Triste como a noite ele está<br />
Um esvoaçar de cigarros<br />
uma vontade um adormecer um poema<br />
(Fraco como o seu corpo ele permanece)<br />
Uma sensação de alívio… de triste beleza</p>
<p><center>§§§</center></p>
<h3>SCUASCRAAMO</h3>
<p>Senta-te em cima de um penhasco<br />
e pensa<br />
Convolui-te com a tua mente<br />
Ultrapassa a fronteira<br />
Atira-te<br />
e recorda<br />
Sente os teus conhecidos<br />
Chorando por ti rezando pela tua alma<br />
Recorda o teu passado<br />
pensa nas boas e más acções<br />
Admira os teus momentos de felicidade<br />
e chora<br />
A sorte não te premiou como devia<br />
Mas nunca te esqueças<br />
Os mortos também dançam</p>
<p><center>§§§</center></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/visoes-por-zombie">VISÕES, por Zombie</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>TRÊS POEMAS DE AMOR, por Juca Pimentel</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/tres-poemas-de-amor-por-juca-pimentel</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:50:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É febril<br /> a sede de existência,<br />   e o desejo de nojo e vis pensamentos.<br />   Sangrentos ocasos de miséria e luxo!<br />   Anseio<br />   por mortes perenes e lívidas de desespero,<br />   crónicos olhares de luxúria ao virar<br />   de cada esquina.</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/tres-poemas-de-amor-por-juca-pimentel">TRÊS POEMAS DE AMOR, por Juca Pimentel</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="aa1">
<h3>APOTEOSIS MURALIS</h3>
<p>É febril<br />
a sede de existência,<br />
e o desejo de nojo e vis pensamentos.<br />
Sangrentos ocasos de miséria e luxo!<br />
Anseio<br />
por mortes perenes e lívidas de desespero,<br />
crónicos olhares de luxúria ao virar<br />
de cada esquina.<br />
Desfaço-me lentamente em pranto<br />
e desvairo-me para lá do crepúsculo,<br />
orquestrando em mim<br />
o animal latente que geme e grita:<br />
“Amo-te! Vem morrer a meus braços!”<br />
Não mais que uma carícia!<br />
Não mais que um olhar!<br />
E depois…<br />
a noite, horrível… horrivelmente bela!<br />
E possuir-te-ia<br />
com a voracidade de<br />
miríades de ratos chiando, rangendo, roncando!<br />
Despedeçaria<br />
esse teu flácido corpo tão belo<br />
em mil pedaços<br />
de ódio e rancor pulverizados pelo tempo!<br />
E então, Eu seria eterno!<br />
E então, Eu seria aquele monstro que tanto<br />
gozo me dá!!</p>
<p><center>§§§</center></p>
<h3>ORLOG</h3>
<p>À sombra de Deus,<br />
eu te perpétuo em dócil volteio no ar…<br />
Confundo-me estramboticamente<br />
com paixão num eclipse crisálido de dor atroz.<br />
E Invejo-me de Te ter!<br />
Invejo-me de possuir esse<br />
teu corpo<br />
flácido e pecaminoso com que<br />
torturas a minha alma!<br />
Tenho gana de fugir para bem longe daqui!…<br />
Para nunca mais te ver… e te ter!!!<br />
Eu olho para Ti, e tenho medo, minha querida…<br />
Eu vejo-Te despida<br />
num sonho purpúreo e diabólico,<br />
e sinto nojo… e sinto vontade de vomitar,<br />
meu amor….</p>
<p><center>§§§</center></p>
<h3>SUICÍDIO MENTAL<br />
DE UM PORCO RANHOSO</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ai monk quin pá!<br />
E tu és ranho que me sai do nariz!<br />
Ai tun king for plá!<br />
E tu és um pénis dolorento em<br />
Noite de Verão!<br />
O frias mal tu nísias!<br />
E tu és o cheiro nauseabundo de<br />
Um ânus mal lavado!<br />
Fork fork et ka ess kas!<br />
Nada mais te quero “baby”,<br />
O sonho desfez-se em merda!</p>
<p><center>§§§</center></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/tres-poemas-de-amor-por-juca-pimentel">TRÊS POEMAS DE AMOR, por Juca Pimentel</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>MALDITA LITERATURA, por Zombie</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/maldita-literatura-por-zombie</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Zombie]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 1]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://astrangerparadise.com/?p=1509</guid>

					<description><![CDATA[<p>Sentado estava num café esperando que as horas passassem   rapidamente, objectivo que quanto mais nele pensava mais   fustrantemente verificava ser impossível alcançar; conversava com alguns   conhecidos acerca da meteorologia e de quais seriam as previsões para os   próximos dias… enfim, banalidades!</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/maldita-literatura-por-zombie">MALDITA LITERATURA, por Zombie</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="aa1">
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sentado estava num café esperando que as horas passassem rapidamente, objectivo que quanto mais nele pensava mais fustrantemente verificava ser impossível alcançar; conversava com alguns conhecidos acerca da meteorologia e de quais seriam as previsões para os próximos dias… enfim, banalidades!</p>
<p>De repente algo se alterou, uma luz ao meu cérebro aportou, alguém no café entrou, trajando um simples cartaz onde se anunciava a evocação da vida e obra de um escritor-poeta já desaparecido.</p>
<p>“E porque não?” Pensei. Era tão grande a melancolia da indiferença para com os que me rodeavam que quase personifiquei as folhas secas da dormideira vermelha. “É isso, vou conhecer algo desse artista.”</p>
<p>A sua vida foi exposta, lidos foram alguns excertos da sua obra.</p>
<p>Como pessoa tinha dentro de si dois egos. Um, real que o levava a pensamentos melancólicos e destrutivos, vivendo sempre torturado pela alma, mendigando pelas ruas da amargura, pensando e lendo muito, procurando algo de supremo (a Beleza, a Perfeição, a Contemplação), algo que o fizesse alcançar o seu ego ideal. Mas… era incoerente e a todo o momento se contradizia (talvez?). Andava da ré para a proa como um marinheiro desprotegido numa noite de temporal. às vezes, possuindo o Absoluto sentia não ser aquele o seu lugar. Então, voltava a cair na desgraça, na sucessão de sentimentos e sensações confusas, de onde só retirava algum prazer se entretido a passá-los ao papel.</p>
<p>Encerrada a cerimónia, saí e vagueei. Escusado será dizer, todas estas revelações me impressionaram (sim, é verdade), marcaram-me muito. O que mais me espantou foi a semelhança, ainda que ligeira, entre aquela vida e a minha.</p>
<p>Deixei-me então cair numa intensa modorra. Sem dar por ela, tinhame instalado na tasca mais reles que por aqueles sítios havia. Instintivamente, puxei de um cigarro e um bagaço ia já a caminho do meu fígado. O quanto bebi não sei, apenas recordo a imensidão de corpos dispersos sobre o balcão, o empregado implorando. “Ó chefe! Não beba mais! Por favor! Era suposto eu estar de folga! Ande lá, ande lá! Quanto mais entorna, mais eu trabalho!!” Obviamente, um empregado sem espírito comercial.</p>
<p>Se bebi para esquecer tudo, todas aquelas similaridades, não o posso afirmar. Na realidade, comecei a imaginar ser o hospedeiro de duas personalidades – eu… e o tal poeta.</p>
<p>Com o passar do tempo a sua forma tornou-se mais nítida, assumiuse como sendo meu opositor psíquico. Devido à embriaguez descuidouse, abrindo-se uma janela no meu cérebro que me permitiu imiscuir nos seus pensamentos, no seu modo de estar e de sentir. Verifiquei abstracção, mesmo introspecção. Reparei na abundância de olhares virtuais quantificando o espaço em multivariadas formas ou símbolos – creio ser possível exprimir o seu pensamento em pauta. Ouvi pressentimentos indefinidos, meditava “As pessoas mudam mas o contexto onde estão inseridos é imutável”. Sentia-se farto, inadaptado e desinteressado, bem como desintegrado. Criara-se uma sensaboria que urgia combater não sabendo como, não conhecia a mais correcta opção. Pensava eu “sendo ele um egocentrista haverá apenas duas possíveis soluções: ou continuava fiel a si próprio desligando-se do mundo em redor e viveria sem competição procurando o gozo pessoal absoluto, ou então desapareceria simplesmente desta encarnação.” No fundo, creio ser ele um sórdido romântico, um idealista aspirando a algo e desejando por isso não se concretizar.</p>
<p>Sentia-me exausto, os olhos ardiam-me. Adorava esta sensação. Fazia-me sentir abandonado a um local de onde não conseguiria sai, não por impedimento mental mas sim por uma espécie de mazela física. No entanto estava a gostar de ali estar.</p>
<p>À minha volta vegetavam bêbados como eu. Comunicava com eles de um modo muito pessoal, aveludando invariavelmente processos, encobrindo a voz. (Seria medo? Talvez.) Alguém se tinha incomodado, porquê não sei, sentia-me impelido a pedir desculpas…, mas eis que o escritor se impõe: “Não!! Tu tens razão, que não te fiquem remorsos! Vamos, vamos embora deste antro!!” Espantado, assim fui, cambaleando e adormecendo mal chagado a casa.</p>
<p>Na ressaca do dia seguinte acordei recordando tudo isto. Talvez tivesse sido um sonho. Lembrei-me dos versos do poeta: “Eu não sou eu nem sou o outro,/ Sou qualquer coisa de intermédio:/ pilar da ponte de tédio/ que vai de mim para o outro.”* Lembrei-me das podres mentes abjectas que me rodeavam e furioso exclamei: “Maldita literatura!”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>*Versos do poeta Mário de Sá-Carneiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>ZINUM EXTRA-PEDAFFILIS, por Bórgia Ginz</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/zinum-extra-pedaffilis-por-borgia-ginz</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:18:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É noite.<br />   Nada segue o passo inseguro<br />   que esboças suavemente no ladrilho poeirento<br />   da tua alma.<br />   Aconchegas a súplica errante da morte.<br />   Orquestras o animal latente<br />   que em ti geme e vocifera:<br />   “Hei, Maldoror! Levas aí a tua dor?”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="aa1">
<h3>CANTO A MALDOROR</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>É noite.<br />
Nada segue o passo inseguro<br />
que esboças suavemente no ladrilho poeirento<br />
da tua alma.<br />
Aconchegas a súplica errante da morte.<br />
Orquestras o animal latente<br />
que em ti geme e vocifera:<br />
“Hei, Maldoror! Levas aí a tua dor?”<br />
Caminhas.<br />
Em sangue te violas e contrafazes.<br />
Erras por caminhos escuros<br />
e vais de encontro à parede embrutecida,<br />
até que o teu corpo se desfaça<br />
em silvos agudos de sofrimento.<br />
Mas tu és um monstro!<br />
És capado e congruente de for a para dentro!<br />
Mais um passo.<br />
Mais uma penúria…<br />
“Hei, Maldoror! Levas aí a tua dor?”<br />
Essa dor que refrescas constantemente e<br />
acolhes de braços abertos.<br />
Teimoso!<br />
Segues a tua sombra<br />
de noite e escuridão feita,<br />
que depois do ocaso tudo se amansa<br />
e o temporal é bonança.<br />
Pássaros carnívoros rodopiam à tua volta.<br />
“Hei, Maldoror! Levas aí a tua dor?”<br />
Em frente! que atrás fica o mistério!<br />
Em frente! que atrás fica a volúpia!<br />
Em frente! que para trás nada fica!<br />
Alcanças o muro de mármore que perseguias.<br />
Sentes-lo com o teu nariz<br />
enregelado e amarelecido.<br />
E cantas!<br />
Sempre em frente! Sempre em frente!<br />
“Hei, Maldoror! Levas aí a tua dor?”<br />
Mas como és pedante!<br />
Que figura triste, meu Deus!<br />
“Maldoror! Hei, tu aí! Levas a tua dor?<br />
Se não dou-te um tiro entre os olhos!”<br />
Não me ligas.<br />
A nada ligas.<br />
Flores inacabadas prendem-te os movimentos.<br />
Esforças-te por tentar mais<br />
um passo.<br />
Em vão…<br />
E cantas copiosamente uma valsa funerária,<br />
de trombetas cheia,<br />
e cravos velhos e murchos entupida.<br />
Ála! Para a frente!<br />
O passeio acaba,<br />
acaba o caminho.<br />
Agora é só terra e montes de carvão<br />
fumegante.<br />
“Hei, Maldoror! Levas aí a tua dor?”<br />
Pimba!<br />
Um toro esmaga-te o crânio.<br />
O lenhador louco afasta-se<br />
contorcendo-se de riso.<br />
Foste mais um paspalho apanhado na sua armadilha!<br />
“Hei, Maldoror! Levas aí a tua dor?”<br />
Sentes a vida em sangue.<br />
Sentes a vida numa mortalha negra<br />
prematuramente enterrada.<br />
Já não vais a lado nenhum.<br />
Que o mundo fechou-se para ti.<br />
Acaba-se o mundo quando te acabas,<br />
e a beata que fumas é velha<br />
como a morte.<br />
“Hei, Maldoror! Levas aí a tua dor?”<br />
“Não, meu querido pai! Eu já não sinto dor!<br />
Agora, sinto-me apenas capaz de provocar a dor!”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>NEORUM</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um olhar que se encobre<br />
em mil subterfúgios de semiescuridade.<br />
Nada que lhe fale de ardor<br />
e penumbra do sentir que já foi lei.<br />
É um resto de carne que se teme<br />
no toque que é subtil,<br />
porque subtil se forma em candeias azuis<br />
de perversão.<br />
É uma mão que se atemoriza<br />
pela existência cruel de um torpor inalcansável.<br />
Porque o medo extravia-se.<br />
Porque… sente-se medo e ódio que<br />
se fundem,<br />
em avaliação subtil de um foco de luz que é negra<br />
como a noite.<br />
De um eclipse carnal se estiola.<br />
De medo coabita um ser que não é<br />
perfectorial de sede e fome.<br />
E nada alcança o medo!<br />
Tudo se funde em zonas de metazonas,<br />
como uma flor que nasceu sem saber.<br />
E o latir cresce por dentro de<br />
um cérebro em plena extinção.<br />
Extinção de um querer mórbido que já foi<br />
mórbido e que agora não é mórbido,<br />
não é nada.<br />
A faca que se afia está pronta<br />
para o corte final que não é fatal.<br />
Dá-nos e transpõe-nos a passagem métrica<br />
daquilo que nada nos é perfectorial e mudo.<br />
Mudo… tal como surdo…<br />
Apenas o sentido não se transfigura em mim.</p>
<p>Claro que chove e não estou molhado.<br />
Mais uma traição da alma.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>MORTUS</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eis que a morte chega pela madrugada<br />
acompanhada ostensivamente por seus mil<br />
servis lacaios.<br />
Entoam-se<br />
cantos de louvor eterno<br />
e uma corneta pingente e chorosa<br />
vai desfilando em frente<br />
a meus incrédulos olhos toda uma<br />
imensidão de horrores e coisas tétricas que tais.<br />
Não encontro em mim<br />
forças necessárias<br />
para me manter de pé e quedo-me tristemente<br />
no chão sangrento que suavemente me acolhe.<br />
Dois guerreiros de serventia<br />
cortam-me placidamente<br />
as penosas asas que exibo a<br />
encimar os meus débeis ombros,<br />
e brutalmente arrancam a auréola de metal que levita<br />
sobre a. minha cabeça.<br />
Sinto-me penetrar pela morte!<br />
O anjo caído que sou eu,<br />
em mármore pálida se transforma!<br />
Queixo-me da dor atroz que me afogueia a face<br />
a desvairo-me para além.<br />
É assim a morte!<br />
O fim do anjo que nos dá vida!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>INANIA VERBA</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esforço-me em voltas suspensas<br />
pelo ar intenso da manhã<br />
por encontrar<br />
as mãos tensas<br />
e frias<br />
e lívidas<br />
e suadas<br />
do teu cérebro imundo que não<br />
é mais do que o fugitivo esgar<br />
que me persegue<br />
noite fora<br />
até não mais me poder<br />
sentar na cama fria<br />
que me espera sossegadamente no aconchego<br />
da minha tumba<br />
repleta de flores garridas milagrosamente<br />
pelo Sol dourado<br />
que inunda<br />
este belo antro de pecado onde decidi<br />
por fim<br />
ancorar a minha alma já cansada<br />
de tanto escrever nestas<br />
folhas<br />
frias<br />
e cruas<br />
que tão nada me dizem<br />
ao de leve ciciando<br />
e gemendo estupidamente de prazer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>BRANCO</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há noites de insónia branca<br />
reflectidas no espelho ondulado do quarto,<br />
pequenas luzes que se escoam<br />
no meio de sonos fugazes e esquecidos.<br />
Há um corpo que se mexe na cama<br />
solitária onde houve adeus matinal.<br />
E na sede reside o encanto…<br />
Pequenas barbas perdem-se nos lençóis.<br />
Sol, luz, amor, alheamento…<br />
As paredes<br />
brancas de um enclausoramento subtil e agradável.<br />
Eu…<br />
Cabelo vermelho,<br />
cabelo verde.<br />
Há castelos que são fortes, os nossos!<br />
Uma viagem.<br />
Uma doideira subtil.<br />
Dentes a quererem sono,<br />
em camas de lençóis cheios de confusão,<br />
de amanheceres distorcidos,<br />
brancos,<br />
da tua pele inundados e…<br />
mudos.<br />
Poeira cósmica sobre mim…<br />
Hoje,<br />
o mundo apresenta-se-me branco,<br />
um branco salpicado de muito negro,<br />
na intensa luminosidade do<br />
lusco-fusco inebriante.<br />
A calma quebra-se…<br />
Ruído,<br />
confusão,<br />
distorção.<br />
Há música no ar. Dancemos livremente…<br />
Há noites de insónia branca<br />
reflectidas no espelho ondulado do quarto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>CISNE</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dorme, dorme,<br />
pequena sereia azul em mar turvo de lágrimas.<br />
Segues o teu sonho<br />
com a palidez da tua face adormecida.<br />
Os teus dedos esguios e suaves<br />
calculam trajectórias recambolescas nos<br />
meus caracóis pretos de carvão.<br />
E acordas de mansinho<br />
para me tocares nos lábios<br />
com o teu suave embalo de paz.<br />
Dorme, dorme,<br />
pequena sereia azul que és rainha em harém de cristal.<br />
Se eu fosse peixe<br />
tu serias Deusa.<br />
Se eu fosse mar<br />
tu serias gotícula a contraluz.<br />
Mas eu sou homem!<br />
Mas eu sou carne!<br />
E tu és simplesmente… recordação amena.<br />
Novas de outros mundos<br />
trazem-me aromas de ti,<br />
em êxtase fundidos numa só alma<br />
que adivinha o ocaso de mais um Sol nascente.<br />
E a noite encaminha a solidão para<br />
a rocha mais dura.<br />
Dorme, pequena sereia, dorme.<br />
Eu estou aqui.<br />
Eu durmo a teu lado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>BRONSSI</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lon Min of tuly<br />
Ie donc par beltran<br />
Ka ess Kas et june<br />
Ik tong pum pum</p>
<p>Sor per la fool des viles<br />
Ik tong pum pum lokes<br />
Dir fias el transksection<br />
Jor lion filles et Ka ess Kas</p>
<p>Rimbaud loked in furt<br />
Gonmeyer flip flop transisteur<br />
Duct ca los tier<br />
Ta beltran et Ka ess Kas</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>CRUZAMENTOS</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/cruzamentos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Airf'Auga]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 13:57:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 1]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Paris, Berlim, Casablanca,<br />   casa branca e o cão.<br />   Um sonho<br />   que se esfuma,<br />   um apocalipse<br />   que se dispersa interiormente e fora.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div id="aa1">
<h3>O BAILE SÔFREGO</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paris, Berlim, Casablanca,<br />
casa branca e o cão.<br />
Um sonho<br />
que se esfuma,<br />
um apocalipse<br />
que se dispersa interiormente e fora.<br />
A mulher de gorro verde<br />
levantou-se e juntou-se ao homem<br />
e cabedal preto.<br />
Havendo sempre aquele frio!<br />
Nada…<br />
pedra preciosa que se perde no vício.<br />
Absorve-se esfomeadamente<br />
nicotina nas mesas distantes…<br />
a ao longe a minha silhueta<br />
reflecte-se<br />
várias vezes.<br />
Cor… anil…<br />
suave lágrima que seca a fonte interior<br />
de Élan.<br />
Ela morre<br />
asfixiada pelo seu peso sagrado.<br />
Entra um velho…<br />
Urna que segue em frente.<br />
Dentro dela…<br />
… o medo!<br />
Chega de Festa!, diz ele.<br />
E pede café com leite.<br />
Lá fora,<br />
no infinito,<br />
milhares de corpos contorcem-se destrambelhadamente<br />
andando.<br />
Escória…<br />
Lixo…<br />
Verme…<br />
Luxo que penaliza<br />
e transcende em for a dele.<br />
É hora… é hora de acabar e de partir,<br />
de nos desvanecermos no papel amarrotado de guardanapo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>RIAS DE OSTRAS DESENGONÇADAS</h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algures<br />
num espaço longínquo<br />
existia uma aventura em isolação<br />
e fúria.<br />
Teria se calhar<br />
algumas hipóteses de afirmação.<br />
Talvez…<br />
Por ora sinto-me apenas existência,<br />
não símbolo,<br />
não tela,<br />
apenas sinto ser.<br />
Mas seria uma minha ignorância própria<br />
imaginar o desenlace<br />
realmente enganado com uma mordaça…<br />
For a para a sensação do advir,<br />
esventre-se a questiúncula do pensar pensar,<br />
que terra se esvai em tropel sobre nós,<br />
que luz nos encandeia em fogo e paixão!<br />
Há pouco<br />
um carro ia tendo a mesma sensação que eu,<br />
uma sensação como desequilíbrio psíquico!!!<br />
Eu sinto-me!… Eu sinto-me!…<br />
Façam Festa!<br />
…porque eu sinto-me!!!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center>§§§</center>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="right"><strong>produções Ganza:1994</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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