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	<title>Airf'Auga 2 - A Stranger Paradise</title>
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	<description>strange frequencies for normal people</description>
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	<title>Airf'Auga 2 - A Stranger Paradise</title>
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	<item>
		<title>Airf&#8217;Auga 2</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/airfauga-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 14:21:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 2]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img class=" size-full wp-image-1514" title="Airf'Auga 2" src="https://astrangerparadise.com/wp-content/uploads/2009/06/images_pG_aa_airfauga-2.jpg" alt="Airf'Auga 2" width="540" height="756" /></p><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/airfauga-2">Airf’Auga 2</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Água Fria</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/agua-fria</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 14:30:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A  mente é por natureza um poço de perversão. A supressão das mais elementares  ilusões, que nos vibram golpes de encanto de vigor esplendoroso, significa a  estupidificação de tudo o que nos faz ser e estar. Antes estar morto que mal  vivo. Os cadáveres não procriam deformações. E a maior enfermidade dos grous da  modernidade é serem eles tão somente a sua própria negação.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div align="center">
<div id="aa2">
<h2>Água Fria</h2>
<p>-Projecto in <em>verbis</em><br />
por J.P.</p>
<p>A mente é por natureza um poço de perversão. A supressão das mais elementares ilusões, que nos vibram golpes de encanto de vigor esplendoroso, significa a estupidificação de tudo o que nos faz ser e estar. Antes estar morto que mal vivo. Os cadáveres não procriam deformações. E a maior enfermidade dos grous da modernidade é serem eles tão somente a sua própria negação. Uma imensidão de castrados que se arrasta pela civilização e geme de luxúria ao virar da esquina, com as frontes inflamadas na observação de um rabo bamboleante de mulher, todos a conspirarem um mau cheiro de nojo sobreaquecido, tudo a ver-se através dos olhos estúpidos de aves de rapina que voam à altura dos meus pés, tudo é extremamente porco! E deixem os cãezinhos em paz&#8230;<br />
As pichas douradas dos jovens aquecidos ao rubro! Magia! Com as vestes incendiadas das mulheres que antes de o serem o desejariam ser! Com os cerebelos todos doidos no acolhimento de uma arte que apodrece entre os seus dedos! Com toda a miséria de todo o mundo amontoada por detrás da porta que enfeitam com corações e caras dos amores dos outros! Com a luxúria que aprendem nos filmes  à Hollywood a fazerem-lhes cócegas nos rabos desproporcionais à inteligência, mas proporcionais à estupidez! Enormes! Eu digo: majestosamente enormes! Os rabos&#8230;<br />
A majestade do mundo é precisamente tudo aquilo que felizmente o homem não alcança. Não fosse isso e os tomates enlatados dos homens que fornicam a arte há muito que teriam saído das suas latas velhas e nauseabundas para espalharem a sua letargia barata pelas latrinas municipais.<br />
Um desespero fundamental.<br />
Morram com a arte!</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Para um golpe de estado</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/para-um-golpe-de-estado</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 14:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Temos o sonho entalado no meio dos nossos dentes  amarelecidos pelo tempo. Temos toda a nossa intelectualidade metafísica  dispersada na imensa miserabilidade do nosso corpo, e com isso sofremos todas  as atrocidades que nos fazem arredar passo de toda a “outra” humanidade. O exagero das formas passa por  ser hoje em dia uma verdadeira instituição comportamental, toda de beleza feita  nas faces frescas dos jovens. Mas, até quando a juventude?, sendo que ela não é  um posto vitalício? Não há explicação para a “criancice”. A não ser que a  palavra mais correcta seja “sacanice”.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div align="center">
<div id="aa2_2" align="justify">
<h3>Para um golpe de <em>estado</em></h3>
<p>&nbsp;</p>
<p>Temos o sonho entalado no meio dos nossos dentes amarelecidos pelo tempo. Temos toda a nossa intelectualidade metafísica dispersada na imensa miserabilidade do nosso corpo, e com isso sofremos todas as atrocidades que nos fazem arredar passo de toda a “outra” humanidade.<br />
O exagero das formas passa por ser hoje em dia uma verdadeira instituição comportamental, toda de beleza feita nas faces frescas dos jovens. Mas, até quando a juventude?, sendo que ela não é um posto vitalício? Não há explicação para a “criancice”. A não ser que a palavra mais correcta seja “sacanice”. O estado jovem é antes de mais uma palavra, um sussurro de individualidade, esquecidas que estão para sempre noções como o colectivo, a nação, o patriotismo, a camaradagem, acompanhadas pela crescente debilitação de teorias políticas como o comunismo. Pois que a própria política é olhada de soslaio e alvo da troça generalizada. (As pessoas que poderiam dar algum contributo futuro à política, são os que agora mesmo mais troça fazem da mesma. Só os oportunistas e os vagabundos mentais de agora serão os políticos do futuro. Prevejo uma vaga cada vez maior de corrupção e branqueamento políticos.) Porque a paixão, para a juventude, é uma palavra que tem a ver com mulheres, não vendo os “jovens” de agora nenhuma outra asserção para esta tão bela palavra. Paixão&#8230;</p>
<p>O cérebro, ao contrário do que dizem por aí, já se vai tornando pequeno para tanto processamento de informação. É óbvio que se revelam já por todo o lado certos    tipos   de    dislexias  próprias de fenómenos de impreparação mental, e até física,  em  relação   a certas realidades mais “modernas”. E cada vez mais as drogas têm uma componente psíquica, inerente ao subconsciente, a raiar o mortal, o inconcebível físicamente. “A droga que mata somos nós.” (Juca Pimentel) Encontro-me muito céptico em relação a qualquer teoria que aponte para um radical desenvolvimento psíquico/mental do ser humano, a exemplo do que se deu desde os nossos antepassados queridíssimos, os primatas. Não concebo que o cérebro humano tenha bases para um crescimento intelectual grandioso. Porque o homem, e aqui volto aos jovens, não têm motivações exteriores, no mundo circundante que consideram a sua realidade, motivações motoras que necessitem de um desenvolvimento em grau elevado do cérebro. Os jovens amealham kilobytes de informação por dia, a um ritmo muito maior do que o do processamento e eliminação do lixo, (há informação que um jovem de dez anos hoje, nunca processará!), numa atitude muito passiva, ou em linguagem mais in, numa atitude muito artística. Surge sim, e apenas, a necessidade de aumento da capacidade de reter informação, como se numa casa houvesse apenas a necessidade de ter armários e gavetas&#8230;</p>
<p>O cérebro humano desenvolveu-se através da experiência, através das motivações motoras, que desencadearam um processo de milénios. Foi, por exemplo, a necessidade de caçar melhor, mais rentavelmente, etc., que criou condições para o “crescimento” cerebral. Hoje em dia, a passividade tomou conta do dia-a-dia da juventude, aquela mesma juventude que se auto rotula de irrequieta e com febre no dia de Sábado à noite&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="right">pelos meados de Maio de 1995<br />
<strong>Bórgia Ginz</strong></p>
</div>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/para-um-golpe-de-estado">Para um golpe de estado</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sono</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/sono</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 14:50:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrei na morgue no dia mais feliz da minha infância. Os braços esticados,  em forma de sono, impeliam-me majestosamente em direcção ao desconhecido por  que eu tanto ansiava, em formas estridentes de loucura suave e pacífica.  Encontrara pela primeira vez o verme longínquo e latente que me atormentara a  consciência durante tantos anos, e a calma dos meus ossos assombrava a quietude  do meu andar seguro pleno de convicção. Todas as dores em lençóis brancos sujos  de mágoa, que eu visitara no meio do meu sono mais suave, desvaneciam-se agora  sob o efeito de cada passo inclinado na escada sempre a subir do corredor que  antecedia a porta alta e branca, de ferro lacado, pintalgada aqui e ali de  manchas de ferrugem mais velhas do que eu.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div align="center">
<div id="aa2_2" align="justify">
<p>&nbsp;</p>
<h4>SONO</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> Entrei na morgue no dia mais feliz da minha infância. Os braços esticados, em forma de sono, impeliam-me majestosamente em direcção ao desconhecido por que eu tanto ansiava, em formas estridentes de loucura suave e pacífica. Encontrara pela primeira vez o verme longínquo e latente que me atormentara a consciência durante tantos anos, e a calma dos meus ossos assombrava a quietude do meu andar seguro pleno de convicção. Todas as dores em lençóis brancos sujos de mágoa, que eu visitara no meio do meu sono mais suave, desvaneciam-se agora sob o efeito de cada passo inclinado na escada sempre a subir do corredor que antecedia a porta alta e branca, de ferro lacado, pintalgada aqui e ali de manchas de ferrugem mais velhas do que eu. Os dedos hirtos e suplicantes, sonhando vozes de torturas carnais de odores intensos, faziam o prolongamento físico da minha pura e intensa vontade de me tornar crescente em direcção ao mais majestoso dos momentos por mim sonhados nas noites do meu sono quebrado. Eu via as lógicas capitais dos censos de perigo amortalhado, aqueles que eu criava e matava enquanto a língua atingia o ponto mais saliente da parede que normalmente se erguia à minha frente. Via os monstros alados que pernoitavam simplesmente no encantamento mais subtil de uma noite vibrantemente engrandecida ao extremo da minha dor.   Com   toda a   volúpia  das  mulheres que   gritavam  e  chamavam  pelo  meu nome a  dançarem    de    encontro    ao    meu    corpo    que se ia transformando em libélula gigante do tamanho de doze igrejas. Do sino da torre mais alta era executada uma balalaica de tempos imemoriais  que  me  feria os ouvidos mas não o nariz, que é a parte mais preciosa do meu corpo celeste; em ondas azuis e vermelhas e verdes de conspiração que teimavam em não desaparecer e que eu criava por entre os meus dedos para me divertir. Via os corpos meio antes de serem aplainados pelo martelo de oiro fundido que surgia do ar numa elipse de contornos fantásticos e cruéis. E só a memória ficava plena de convicção e fúria, pois no assombro do sentir residia o sonho perdido de anos.                  </strong><br />
<strong>          Assombrei-me de encontro à parede nua e fria. Os ruídos longínquos que chegavam até mim em ondas de som violento e esmagador diziam-me que me aventurara longe de mais. O meu sexo endiabrado empolgava-se em demasia. Como se todas as mulheres de todos os mundos possíveis se consolassem de encontro aos meus membros inferiores e os fizessem prostrar no meio do maior alarido. Os olhos, bem enfiados no pedaço de luz que se esgueirava pela abertura semi redonda que à minha frente se erguia, perscrutavam e ansiavam pelo mais pequeno movimento, aquele que retinisse na base da nuca as vagas rimbombantes do meu adeus embriagado de choro. Não havia dúvidas, era tempo de entrar.</strong><br />
<strong>          Senti um arrepio maravilhoso quando a palma da minha mão encontrou o frio da maçaneta da cor do oiro. Não foi difícil rodar um pouco o pulso. De olhos fechados, antevendo o sublime momento que presenciaria, ergui uma perna e entrei.  </strong><br />
<strong>          </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p align="right"><strong>(continua&#8230;)</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Crónicas dos olhares por cima dos carros</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/cronicas-dos-olhares-por-cima-dos-carros</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 15:00:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 2]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>-Oh,  vem! Anda para cima de mim! Penetra-me bem fundo! Eu amo-te tanto. Tu nem sabes  como eu te amo tanto, meu querido. Desde o primeiro dia, lembras-te? Estavas tu  parado no apeadeiro do autocarro. Sorrias para uma criança que dançava à tua  frente. E eu, quis logo agarrar esse teu sorriso com os dentes. Eras tão  cândido! Oh! Vem para cá! Fura-me! Anda! Tu olhaste para mim e continuaste a  sorrir, como se a partir desse momento também eu fosse criança, uma criança  bela e despreocupada. Eu logo ali me despedi do mundo para me devotar a ti, meu  amor...</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/cronicas-dos-olhares-por-cima-dos-carros">Crónicas dos olhares por cima dos carros</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div align="center">
<div id="aa2_2" align="justify">
<p>&nbsp;</p>
<h4>Crónicas dos olhares das pessoas por cima dos carros</h4>
<p>&nbsp;</p>
<h5></h5>
<p><strong> </strong></p>
<p align="center">I</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na montanha do pó cresce um torso feminino suspenso no ar por um cordel que se enfia nas cavidades pouco profundas visíveis no chão. É uma imagem algo desfocada de um Imperador antigo que foi hermafrodita enquanto se sentava no alto de um pedestal marmóreo, aquele que suportou Vénus antes desta se deslocar e esborrachar a cabeça da criança que brincava suportando na mão esquerda um longo facho de prata cinzelado pelo artífice da corte. À sua volta movimentam-se as carpideiras nos seus longos panos negros, que, com as lágrimas caindo num recipiente esculpido no mais puro diamante, juntam o precioso líquido acre e corado com o qual mais tarde saciarão a sede do seu mestre, no meio dos grunhidos e gestos de imenso prazer deste. No meio do fumo surge uma mulher semi-oxigenada, com os braços cobertos por tatuagens negras e exóticas, levada em ombros por seis negros de músculos brilhantes que seguem nus e de pichas entesoadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center">II</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>-Oh, vem! Anda para cima de mim! Penetra-me bem fundo! Eu amo-te tanto. Tu nem sabes como eu te amo tanto, meu querido. Desde o primeiro dia, lembras-te? Estavas tu parado no apeadeiro do autocarro. Sorrias para uma criança que dançava à tua frente. E eu, quis logo agarrar esse teu sorriso com os dentes. Eras tão cândido! Oh! Vem para cá! Fura-me! Anda! Tu olhaste para mim e continuaste a sorrir, como se a partir desse momento também eu fosse criança, uma criança bela e despreocupada. Eu logo ali me despedi do mundo para me devotar a ti, meu amor&#8230; E deste-me a mão em silêncio e levaste-me a passear rua abaixo. Como eu gostei de mim e do mundo naquela hora! Anda! Enfia-mo todo! É bom! O nosso namoro foi tão bom. Ainda recordo a tua mãe que ainda era viva e quando tu me apresentaste  a ela a ela, como ela estava feliz; não parava quieta, sempre a perguntar se queria isto ou se queria aquilo. E eu amei-te ainda mais por ver que eras amado pela tua mãe. E éramos os dois tão lindos. Espera aí! Deixa-me levantar a perna. Agora! Mais rápido! Espeta! Oh, meu amor. E os dois tão inocentes. Fechaste os olhos quando te mostrei pela primeira vez os meus seios pontiagudos, e coraste também. Nem queria acreditar que ainda havia rapazes como tu, tão belos, tão sensíveis e amorosos. Estes tempos agora são tão esquisitos. Oh, querido! Rápido! Mais rápido! Rebenta-me! Oh, meu amor&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="right"><strong>produções Ganza:1999</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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