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	<title>Airf'Auga 5 - A Stranger Paradise</title>
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	<description>strange frequencies for normal people</description>
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	<title>Airf'Auga 5 - A Stranger Paradise</title>
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	<item>
		<title>O degredo da penumbra</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/o-degredo-da-penumbra</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jun 2021 19:23:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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<p>O degredo da penumbra</p>
<p>Lambo-me todo no degredo da penumbra<br />
que esbelta progride<br />
pelo nunca do sempre.<br />
Olho-me de lado<br />
e vejo-me na morte que mata<br />
e solene me espia<br />
quando mais quero estar só.<br />
Vejo-me ponto negro no negro,<br />
aquele que é não.<br />
Alimento-me nos poros,<br />
do desperdício,<br />
em coma.<br />
A coma<br />
sintética zela<br />
pela minha loucura de pederasta,<br />
bruxa solene,<br />
que zela pela magia<br />
como quem cria o amor.</p>
<p>Juca Pimentel</p>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/o-degredo-da-penumbra">O degredo da penumbra</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A natureza da carne é bem mais complexa do que a do espírito</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/a-natureza-da-carne-e-bem-mais-complexa-do-que-a-do-espirito</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jun 2021 19:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Labaredas que se afogam para dar vida  terra que sente demasiado a sua lenta secura. Numismática. Olhos polares. Frenesins.</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/a-natureza-da-carne-e-bem-mais-complexa-do-que-a-do-espirito">A natureza da carne é bem mais complexa do que a do espírito</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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<p>&nbsp;</p>
<p><em>A natureza da carne é bem mais complexa do que a do espírito. A do espírito ainda está por desbravar, pela ausência do código, coisa que o músculo adquiriu há milénios. Isto a perceber pela tendência de ser o corpo a fonte de toda a alimentação espiritual. Mais exactamente, a manipulação final.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lá, Lá.<br />
O homem treme e o espírito esbraceja a sua<br />
exacta noção de ser a causa única do efeito tremer.<br />
Porque o desprezo não é bem consentido pelo belo<br />
mastodonte que ergue as presas como se estes fossem braços<br />
que acariciam mulheres em noites de verão pálido.<br />
E o músculo é envergonhadamente ocultado pelo suprema redenção que<br />
representa a existência do espírito no ser humano em geral,<br />
demonstrada por alguns de entre todos.<br />
Deveras?</p>
<p>Encolho os ombros porque não sei esbracejar<br />
o suficiente para manifestar a minha ira<br />
pelo calabouço da suave exactidão do momento.<br />
Olho-me membros em distorção com o teu escalpe a encimar<br />
a coroa muscular que envolve o meu sexo,<br />
os braços metálicos que se alongam pelo som afora<br />
e o o Pê-chênte que se entala nas entranhas e de lá<br />
se pode observar o fim do tempo, a masto-luz.<br />
Tudo teu.<br />
Apropriado pela falha que teima em sangrar limpidez.</p>
<p>Labaredas que se afogam para dar vida<br />
à terra que sente demasiado a sua lenta secura.<br />
Numismática.<br />
Olhos polares.<br />
Frenesins.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bórgia Ginz</p>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/a-natureza-da-carne-e-bem-mais-complexa-do-que-a-do-espirito">A natureza da carne é bem mais complexa do que a do espírito</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Anemómetro de pedra perfurada pelo teu semblante</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/anemometro-de-pedra-perfurada-pelo-teu-semblante</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 21:59:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os miseráveis tombam pelas praias daninhas<br />
de tempos imemoriais<br />
Furtam o vento com as pontas dos cabelos em desalinho<br />
e procriam o efémero como se fosse uma mulher</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<h2>Anemómetro de pedra perfurada pelo teu semblante</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os miseráveis tombam pelas praias daninhas<br />
de tempos imemoriais<br />
Furtam o vento com as pontas dos cabelos em desalinho<br />
e procriam o efémero como se fosse uma mulher<br />
Os membros<br />
velozes como antas<br />
assemelham-se aos desânimos das pessoas que passam<br />
de pernas ao léu</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/anemometro-de-pedra-perfurada-pelo-teu-semblante">Anemómetro de pedra perfurada pelo teu semblante</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Anjo matante</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/o-anjo-matante</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 22:08:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nas cidades estão os cheios de amor.<br />
Como eles cantam os olhos na noite,<br />
os sentidos na noite,<br />
os mortos na noite,<br />
e as miragens da além noite,<br />
da cor toda no negro da noite apunhalada!,<br />
mas como os olhos são mesmo<br />
a noite dos sentidos mortos por punhais, miragens!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<h2>O Anjo matante<br />
Anjos Maravilha Redux</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nas cidades estão os cheios de amor.<br />
Como eles cantam os olhos na noite,<br />
os sentidos na noite,<br />
os mortos na noite,<br />
e as miragens da além noite,<br />
da cor toda no negro da noite apunhalada!,<br />
mas como os olhos são mesmo<br />
a noite dos sentidos mortos por punhais, miragens!<br />
Vem-me a carnificina à cabeça.</p>
<p>Nas cidades estão cheios os de amor.<br />
-Todos eles, os maravilha!<br />
Ensaboados por peneiras e estertores de fome aquecida pelo nojo de sempre.<br />
-Todos eles, os maravilha!<br />
Eu evoluo por entr&rsquo;eles e extingo romances.</p>
<p>Tenazes de ombros em fogo<br />
e olhos lampejos de fúria,<br />
no tronco despido do que se despiu morto,<br />
mas morto sofrerá mais.<br />
<em>-Lembras-te quando éramos crianças</em><br />
<em>e tudo dançava à nossa volta</em><br />
<em>e assim mesmo o que apetecia era fugir?</em><br />
<em>-Ah, olha um sonho!</em><br />
<em>-Apetece-me trincar-te.</em><br />
Nas cidades as crianças mortas estão cheias de amor.<br />
As almas dos ancestrais bateram as portas e os ombros pesam agora uma eternidade de pós e escolhas várias,<br />
sempre nuncas.</p>
<p>Eu evoluo por entr&rsquo;eles e extingo romances.</p>
<p>Nas cidades estão cheios os de amor.<br />
-Todos eles, os maravilha!<br />
Ensaboados por peneiras e estertores de fome aquecida pelo nojo de sempre.<br />
-Todos eles, os maravilha!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/o-anjo-matante">O Anjo matante</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alsa Marítima</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/alsa-maritima</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 23:01:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vivo na indulgência.<br />
Tremo o acaso que atormenta<br />
a outra geração.<br />
Louvam os salmos!<br />
Sanguessugas.<br />
Esperar as coisas é tão fácil.</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/alsa-maritima">Alsa Marítima</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<h2>Alsa Marítima</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vivo na indulgência.<br />
Tremo o acaso que atormenta<br />
a outra geração.<br />
Louvam os salmos!<br />
Sanguessugas.<br />
Esperar as coisas é tão fácil.<br />
Esperá-las na plenitude da sua potência.<br />
Desejar, enfim,<br />
o que não se alcançou porque ainda está longe.<br />
Mas está.<br />
Enfim,<br />
o acreditar na especialidade do outro.<br />
Continuamos presas desta<br />
espera do fim claro,<br />
numerável pela glória da não existência,<br />
o que funde o adeus<br />
e o torna a única ponte para o destronar dos anjos.<br />
Merda para isso tudo!<br />
O aniquilamento é bem vindo se for de precisão.<br />
Uma tesoura analítica<br />
que corte a direito pela base do crâneo até<br />
a aresta mais fina daquilo a que chamamos<br />
o orgão dos sentimentos.<br />
Para lá dos tempos todos.<br />
Sem que haja qualquer confusão a<br />
perturbar o pleno explendor do quadro que<br />
se apresenta enfim belo,<br />
enfim único,<br />
enfim real,<br />
acabado.<br />
Merda para isso tudo!<br />
O que interessa é baixar as<br />
calças e louvar a existência da erva<br />
que pica no seu movimento procriado pelo vento.<br />
Não somos punhais.<br />
As adagas deixam-se entre os lençois quando<br />
se quer matar um amante.<br />
O veneno será sempre mais estético.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/alsa-maritima">Alsa Marítima</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Zero Zero &#038; Necrocyber</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/zero-zero-necrocyber</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 08:19:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Meto as mãos nos bolsos, sem fundo, como costume, ou com o fundo premeditado do meu elementar vazio, aquele que me perturba e dilacera como um boi. Assassinar o quotidiano como fazer amor ao Sol, eis o que me resta, neste tempo de nuvens e frio negro.</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/zero-zero-necrocyber">Zero Zero & Necrocyber</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div id="aa">
<h2>Zero Zero &amp; Necrocyber</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meto as mãos nos bolsos, sem fundo, como costume, ou com o fundo premeditado do meu elementar vazio, aquele que me perturba e dilacera como um boi. Assassinar o quotidiano como fazer amor ao Sol, eis o que me resta, neste tempo de nuvens e frio negro. Dou passos colados à minha mente, e muitos mais darei enquanto não me apresentar vivo perante mim, ou sem mim, que é sempre o melhor, e assim em contratempos de pernas eu me viciarei de tudo, e escarnecerei de tudo, porque tudo é nojo, e sombras, e nojo, e merda. Ou nem tanto, talvez o contratempo esteja no meu próprio andar como a inegável excelência do contratempo-Mor, o afundado nos bolsos. Talvez apenas seja eu o elemento único, logo aquele que é parasita. Mas o parasita do Monstro é parasita? Não será antes verme?!&#8230; E aqui o verme além-Monstro entedia-se de morte, e pensa duas vezes na morte, e a morte é apenas o cúmulo da merda, o cúmulo da merda, o cúmulo da merda!<br />
Os passos continuam precisos pela rua acima. O frio bate-me na cara como punhais. (Já que se aspira sangue, tê-lo-ão…) Os punhais não estão bem no frio, mas erguem-se das miseráveis pessoas, os outros… O frio que é frio torna-se áspero no meio das miseráveis pessoas. O frio que é frio volve-se facas no meio das miseráveis pessoas. Cadáveres abertos, escancarados nas mandíbulas tóxicas, infernais, de olhos macilentos e cortados como um piolho mostruário do nojo, da perfídia, progridem como elementos-caralho-estetizados do fundo da latrina Soviética, do Porco além-Porco, do Porco aquém-Porco!<br />
Se as torturas fossem bem-vindas haveria urros de Porco-Todo a dizer: “Basta! Basta! Basta! Não quero mais…” Mas não…. Haja o que haja, o facto é que o Porco-Todo anda a guinchar: “Mais!! Quero mais!!” Mas que merda é essa que o Porco-Todo tanto quer? Mas que merda é essa que o Porcalhão-Todo tanto necessita para se tornar ainda mais Porco-Mor? Em coro (imitem as crianças): “Mil enrabadelas com tições em brasa…” É isso que alimenta o Porco-Caralho… A fornalha-enrabadela que tanto arde nas vísceras entupidas com os cadáveres dos outros, dos assimilados, do futuro vómito.<br />
Entro num café. Tão limpo, tão nojento, tão estupidamente (caralhos vos fodam) Burguês. E vomito. Já agora saibam que vos vomito a vós. Porque se querem um Porco, aqui está um verdadeiro “Caralho que vos fôda!”</p>
<p>“Um antro de sonho.”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/zero-zero-necrocyber">Zero Zero & Necrocyber</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>II</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/ii</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2011 11:04:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De facto, as forças produtivas, por si só, não conseguem determinar a sua necessidade. Isto é, a sua necessidade será apenas valorativa sob o ponto de vista da sua orientação, do objecto final da sua actividade, e não como dogma assumido no seio da inércia: um operário é, logo existe. A ser assim, será satisfeita apenas a necessidade dos orientadores das forças produtivas, dos detentores únicos do capital.</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/ii">II</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div align="center">
<div class="styletext" style="max-width: 600px;" align="justify">
<h2>II</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>De facto, as forças produtivas, por si só, não conseguem determinar a sua necessidade. Isto é, a sua necessidade será apenas valorativa sob o ponto de vista da sua orientação, do objecto final da sua actividade, e não como dogma assumido no seio da inércia: um operário é, logo existe. A ser assim, será satisfeita apenas a necessidade dos orientadores das forças produtivas, dos detentores únicos do capital. Toda a sociedade ocidental se encontra ainda no interior escondido da caverna intelectual. E isso passa-se no tremendo desconhecimento do mito provocador do sonho. O esquema de organização social actual poderá sintetizar-se na pirâmide adimensional cujo vértice superior/central é orientador de todas as estratosferas que directamente realizam o trabalho segundo as suas premissas fundamentais. É inegável que as pessoas vivem num tempo, só poderia ser assim (?), mas é também inegável que não são as pessoas a determinarem a qualidade desse tempo. As forças produtivas realizam o seu trabalho como se tratasse de uma missão, produzindo e consumindo os artefactos que o centro orientador determinou segundo teorias académicas de marketing e gestão criadas de uma forma suposta e risívelmente científica, não para sintetizar o real como forma de coabitação necessáriamente humana, mas antes para o transformar de acordo com o objectivo máximo em que se tornou o dinheiro/poder obtido a partir da transacção. Torna-se óbvio que são as teorias supostamente Sociais(istas) os principais motores do capital ao imprimirem no indivíduo a ideia inercial de que está determinada a sua função de operário. Restando apenas ao indivíduo a procura do retorno suficiente à possibilitação da satisfação dos desejos criados pelo próprio capital: a existência do condenado será mais prazenteira se as algemas forem confortáveis.</p>
<p>Bórgia Ginz</p>
</div>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/ii">II</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um odor matinal é o teu véu</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/producoes-ganza/musas/airf-auga/airfauga-5/um-odor-matinal</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 May 2021 21:20:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um odor matinal é o teu véu, e nas tuas pernas tens a luz do encanto pleno.</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/producoes-ganza/musas/airf-auga/airfauga-5/um-odor-matinal">Um odor matinal é o teu véu</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div id="aa">
<h2>Um odor matinal é o teu véu</h2>
<p>Um odor matinal é o teu véu, e nas tuas pernas tens a luz do encanto pleno. Ris como um piscar de pássaro, e os teus beijos nos lábios é o amor a desabrochar. Deito-me nos teus cabelos-maré-oiro de sonho, e entro no Oiro de que é o teu nariz. És uma amante tremenda: encontras o prazer no anti-momento. Fodes-me todo. És’ma femme.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bórgia Ginz</p>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/producoes-ganza/musas/airf-auga/airfauga-5/um-odor-matinal">Um odor matinal é o teu véu</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Caralho</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/caralho</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 22:31:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Disperso-me no ridículo.<br />
Mas com uma garrafa de vinho á minha frente.<br />
Isto de ser ridículo<br />
tem que ser bem regado com álcool tinto.<br />
Para que dê cor e ambiência.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element  qt-the-content" >
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			<h2>Caralho</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Disperso-me no ridículo.<br />
Mas com uma garrafa de vinho á minha frente.<br />
Isto de ser ridículo<br />
tem que ser bem regado com álcool tinto.<br />
Para que dê cor e ambiência.<br />
O tom das freiras ou dos conventos<br />
meticulosamente encaixados nas<br />
garrafas.<br />
O propanol líquido<br />
vai correr sem dúvida.<br />
Que amores são fúteis<br />
e que amores matam.<br />
Vê-se daqui<br />
ao longe<br />
a sombra<br />
do meu caralho murcho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/caralho">Caralho</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A arte é a sublimação do engate</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/arte-estrume</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 16:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O artista n&#227;o &#233; quando pensa que &#233;. Ou ent&#227;o &#233;  o maior, se andar no engate. Toda a gente coloca os seus berloques, como penas  de pav&#227;o da alma el&#233;ctrica que as endiabria. Uns &#233; o porsche, outros &#233; o curso  ilimitado na maior Enfermaria do mundo, outros &#233; o dinheiro assombroso que tudo  d&#225;, ou as mulheres que interessam pela quantidade. Uns dizem que amam em  demasia, outros que nunca amaram sen&#227;o a amargura. Mas toda a gente que coloca  as suas penas ao lustro anda a querer engatar algu&#233;m...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div align="center">
<div id="aa2_2" align="justify">
<h1>A arte é a sublimação do engate</h1>
<p class="styletext" align="justify">O artista não é quando pensa que é. Ou então é o maior, se andar no engate. Toda a gente coloca os seus berloques, como penas de pavão da alma eléctrica que as endiabria. Uns é o porsche, outros é o curso ilimitado na maior Enfermaria do mundo, outros é o dinheiro assombroso que tudo dá, ou as mulheres que interessam pela quantidade. Uns dizem que amam em demasia, outros que nunca amaram senão a amargura. Mas toda a gente que coloca as suas penas ao lustro anda a querer engatar alguém&#8230;</p>
<p class="styletext" align="justify">« <em>A arte que não seja para o engate é masturbação edonista do que tem os olhos fechados, ou com palas! O engate artístico é o sublime aroma da volúpia abstracta, e também da confusão dos sentidos. Mas é essencialmente a sensação contínua de que aquilo que se quer engatar é uma verdadeira obra de arte!</em>« </p>
<p class="styletext" align="justify"><em>In</em> Cobaia Literária</p>
<p align="justify">Os platónicos cerebrais, os impotentes generativos, recriam a existência de um conceito desprovido de « interesse » negocial, a Arte, como se isso fosse possível entre seres humanos manifestamente indecentes. São ao mesmo tempo carne para a fornalha burguesa dos assimiladores de Arte, numa atitude bem « negocial » em volta de coisas que têm mais a ver com intestinos e cú. De todas as formas, a partir do alvo e com mais ou menos tripas pelo meio, poderemos sempre determinar quem é que cada qual quer engatar&#8230;</p>
<p align="left"><em>Juca Pimentel</em></p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>Objecto criativo versus amplexo masturbatório</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/objecto-criativo-versus-amplexo-masturbatorio</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Mar 2021 22:59:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
		<category><![CDATA[Juca Pimentel]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://astrangerparadise.com/?p=3034</guid>

					<description><![CDATA[<p>O objecto da criação é normalmente confundido com o retorno em forma de cagalhoto que da sua realização se obtém. O fantasma dos protótipos, assumidos no seio do grupo, aquele que se regenera em turbina através dos tempos e que reclama existência em revolta, esse mito da prosperidade cultural, é a versão mais acabada e aproximadamente perfeita da moca pré-histórica que tantos estragos causou nas primeiras famílias homnídeas: devassa tudo e todos que da sua beira se aproximam.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element  qt-the-content" >
		<div class="wpb_wrapper">
			<p class="style3" align="center">Objecto criativo versus amplexo masturbatório<br />
Ou<br />
A incoerência abjecional do protótipo</p>
<p style="max-width: 450px; margin: 50px auto;" align="justify">O objecto da criação é normalmente confundido com o retorno em forma de cagalhoto que da sua realização se obtém. O fantasma dos protótipos, assumidos no seio do grupo, aquele que se regenera em turbina através dos tempos e que reclama existência em revolta, esse mito da prosperidade cultural, é a versão mais acabada e aproximadamente perfeita da moca pré-histórica que tantos estragos causou nas primeiras famílias homnídeas: devassa tudo e todos que da sua beira se aproximam. A “Arte”, enquanto movimento estupidificante, encontra nesses grupos perfeitas condições de germinação, havendo um subterfúgio em forma de ralé cumprido, que permanece obscuro a não ser em volta de mesas de café, onde a podridão da consciência humana se revela em todo o seu explendor. Os aspirantes a revolucionários de uma nova arte, que afinal é bem mais velha que o próprio Deus, acotovelam-se na ausência de princípios, na incoerência assustadora dos meios, cada um tentando gritar o mais alto possível a sua existência. (Diz-se que os ratos são os primeiros a abandonar o barco. Estes, nem isso, afogando-se irremediavelmente nas profundezas do seu próprio mijo.) Depois desse afogamento em seco, e após o seu contacto com S. Pedro às portas do paraíso, tornam-se almas penadas que nada mais fazem do que atormentar os simples de espírito que nada mais fazem no mundo do que fazer do mundo um objecto de arte. No entanto, a única diferença verdadeiramente visível, é o facto de as novas almas endiabradas terer sofrido do mal de ejaculação precoce, enquanto os outros se contêm e animam, sempre cientes que melhor que ir para o céu=esquecimento, é continuar a pisar o chão do passeio com a picha na mão.</p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/objecto-criativo-versus-amplexo-masturbatorio">Objecto criativo versus amplexo masturbatório</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Manifesto caralhótico</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/manifesto-caralhotico</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 16:01:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Camaradas, a falência do intelecto enquanto  entidade abstracta e própria de cada um, a falência da acção como processo de  construção de algo que caracteriza a qualidade de um ser, a falência do  processo homem enquanto detentor da máxima inteligência, logo da <em>máxima verdade</em>, esta falência enorme, é  a vossa. Sim, porque de facto neste preciso momento riem-se  do que leram ou olham para <em>o</em> <em>outro</em>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div align="center">
<div id="aa">
<p>&nbsp;</p>
<h1>Manifesto caralhótico</h1>
<p>&nbsp;</p>
<p>Camaradas, a falência do intelecto enquanto entidade abstracta e própria de cada um, a falência da acção como processo de construção de algo que caracteriza a qualidade de um ser, a falência do processo homem enquanto detentor da máxima inteligência, logo da <em>máxima verdade</em>, esta falência enorme, é a vossa. Sim, porque de facto neste preciso momento riem-se do que leram ou olham para <em>o</em> <em>outro</em>.</p>
<p>Devo esclarecer que escrevo neste momento em folhas de guardanapo e com uma caneta que dificilmente consegui que alguém do café me emprestasse. Há muito que me apercebi que as teorias nada dizem, e o que de facto interessa é o como. Aqui não há intelectualismos. Dou-lhes o buraco mais fundo.</p>
<p>Voltando ao tema que decerto já esqueceram porque é certo que o que vos interessa é a intriga: a falência do animal homem. O animal homem tende a abandonar a sua condição de homem para se volver aranha hiperbárica. Podem tentar procurar perceber o que quero dizer com isto, eu próprio o tentei, mas cheguei à conclusão de que entrar na essência do homem actual é entrar no domínio do absurdo. Camaradas, como se parecem com as meninas larocas que passam tanto tempo em frente ao espelho e assim se estupidificam! Não há tempo para tudo. E o homem existe em plena consciência disso, tanto que faz eternamente escolhas, apesar disso se ter esquecido. Essas escolhas dão-se num perímetro em que prima a ausência de qualquer sentido de abstracção e cuja orientação é iminentemente sexual. Isto é, o factor que determina a essência do contacto entre os indivíduos e a sua relação com o real, é totalmente determinado pela característica animal que garante a sobrevivência da espécie. Volto a repetir: SEXO. Quero que toda a gente sinta o fodilhão que é. Mulher incluida, óbviamente. Claro que isso advém do sexo ser ainda um dos mais solicitados elementos de troca entre indivíduos, pelo menos o mais excitante. O própio sexo tende a ser utilizado como arma de arremesso cultural pela estratosfera do poder que permite assim, por enquanto, laivos de unicicidade ao indivíduo, mas cujo tentáculo sedoso determina a forma como o próprio sexo é realizado. Irá cada vez mais foder-se à Bosq&rsquo;d&rsquo;Azevinho. Acreditem, do mal o menos, é bem mais interessante foder à Godard.</p>
<p>A reconstrução do homem, porque trata-se de facto de reconstruir sobre o que já foi construído, torna-se urgente na zona do sonho, e é bem mais complexa do que um seu aspecto sexual. Será um tema para muitas palavras, e ainda mais acções, para mais tarde. O homem-todo é que importa aqui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="row">
<div class="col s12 m6 6">
<p align="center"><strong>definição de homem</strong><br />
comer<br />
sonhar<br />
ir<br />
respirar<br />
amar<br />
sentimento<br />
palavra<br />
elemento<br />
foder<br />
riso<br />
beleza<br />
cabelos</p>
</div>
<div class="col s12 m6 6">
<p align="center"><strong>definição de homem</strong><br />
comer<br />
sonhar<br />
ir<br />
respirar<br />
amar<br />
sentimento<br />
palavra<br />
elemento<br />
foder<br />
riso<br />
beleza<br />
cabelos</p>
<p align="center">
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Homem tende a acompanhar a noção de realidade, sempre volátil porque dependente do conhecimento, e por ele transformada, porque esta parece de certa forma proporcionar-lhe uma qualquer paz interior, aparentemente condição necessária à preservação da espécie. Trata-se, no fundo, da eterna procura da eliminação do medo através da sua simples eliminação.</p>
<p>Assim posto, será também eterna a destruição do mito, apesar de em boa verdade apenas se verificar uma alteração da sua condimentação. Podemos comparar um qualquer filme de Hollywood e a sua realização na sociedade portuguesa actual, à genese-fornicação-génese entre o mito do deus do vinho e o agricultor romano.</p>
<p>A destruição do mito surge precisamente em função de uma diminuição real do conhecimento, pela extrema pressurização da noção em detrimento do conceito. (Conceito no sentido de significante). Porque o mito nunca acontece connosco. Falando-se não em destruição, mas sim alteração do conhecimento, não evolução, a qualidade do mito parece depender da qualidade do conhecimento.</p>
<p>A criação humana, em especial a de contornos artísticos, cinema, televisão, música, teatro, literatura, pintura, tal como a sua assumpção no seio do intelecto, é unívocamente determinada pela qualidade do mito.</p>
</div>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/manifesto-caralhotico">Manifesto caralhótico</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estruturas &#038; utilizador III</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/estruturas-utilizador-iii</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bórgia Ginz]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 16:26:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div align="center">
<div id="aa2_2" align="justify">
<h2>Estruturas &amp; utilizador III &#8211; Tópicos</h2>
<p>A estrutura dos dois pontos apoiados no terceiro. A estrutura dos três pontos. As ligações fortes estabelecem-se pelo contacto e primazia dos dois sobre o terceiro. A questão é: quais dois se unem para contrabalançar o terceiro. Unem-se dois a dois alternadamente.</p>
<h2></h2>
<h2>O Espaço interior com fuga de volume &#8211; IN-OUT</h2>
<p>O corte do espaço dá-se pela sobreposição física do volume interior à dualidade da dimensão exterior. O conceito obriga a não haver essa distanciação, ou melhor, perda de volume quando se passa do interior para o exterior.</p>
<p>(Assim, partindo do exterior, o espaço interior pode ser « reconstruído » de forma a haver sempre a noção volumétrica no utilizador.)</p>
<p>A relação existente entre a esfera interior e a esfera exterior é determinada pelo efeito sombra e reutiliza o termo OUT para lhe dar o mesmo significado volumétrico. Na equação da estrutura entram também as seguintes variáveis:</p>
<p>&#8211; Dispersão radial positiva, ao nível do aumento da projecção espacial onde se insere o utilizador. A parte física do utilizador projecta-se para o seu exterior. A sensação de flutuo do objecto é permanente.</p>
<p>&#8211; Dispersão radial negativa, ao nível da concentração do espaço físico determinada pelo centro (o centro não é o centro geométrico, mas a coordenada onde se encontra o utilizador). A parte física do exterior projecta-se na sensibilidade física do utilizador.</p>
<p>A relação existente entre a esfera exterior e a esfera interior é determinada pelo efeito luz e reutiliza o termo IN para lhe dar o mesmo significado volumétrico. Na equação da estrutura entram as mesmas variáveis acima, passando a Dispersão radial negativa a positiva, e a dispersão radial positiva a negativa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>in</em> <strong>Estruturas assimiladas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Bórgia Ginz</em></p>
</div>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/estruturas-utilizador-iii">Estruturas & utilizador III</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Apenas solidão</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/apenas-solidao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 13:12:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Anton era um contratante, uma espécie de laboral perfilhado pela míngua do desejo, que suspirava modos de ternura através de papéis escritos sem cores, e avivava toda a memória de quem ansiava por mais qualquer coisa. Ele um dia aspirou possuir um desejo, ele que a tantos dava resposta.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<div id="aa">
<h2>Apenas solidão</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Anton era um contratante, uma espécie de laboral perfilhado pela míngua do desejo, que suspirava modos de ternura através de papéis escritos sem cores, e avivava toda a memória de quem ansiava por mais qualquer coisa. Ele um dia aspirou possuir um desejo, ele que a tantos dava resposta. Colocou-se no ponto mais alto da cidade e observou dali todas as criaturas que lá ao fundo cumpriam a sua actividade com desenvoltura, acercou-se dos seus pensamentos, filtrou todas as perguntas, e também ele pôde começar a ter algumas.<br />
-Quem sou eu. E quem és tu.<br />
Ele era um vártil. A outra era uma mulher bela.<br />
-Também aqui estás.<br />
-Meu amor, vi-te ao longe e tão ao cimo e vi-me como um anseio teu, um beijo é o que te quero dar, mas não quererás tu talvez foder-me?<br />
-Não tenho pénis. Não tenho cú. Apenas solidão.<br />
-Meu amor, substituo o teu cú pelo meu, e poderemos andar de mãos unidas no cais de embarque. Poderemos partir para lá, onde se faz o tempo, e onde os sonos são mais majestade.<br />
Anton e ela acabarm por partir uma pedra do tamanho de uma laranja e separaram-se cada um com uma metade. A metade mais bela foi a que ficou por atribuir, a metade do tempo em que estiveram ambos em frente um do outro.</p>
<p>Anton foi sempre um bom homem. Bom de corpo para as mulheres, bom de alma para a mãe. Por todas elas desejado. Percorrera todo um tempo em que as sombras eram nitidamente mais fortes que os objectos, e em que se recriava a penumbra através do efeito-espelho. Antes novo agora velho ele permanecia enjaulado na JAE pelo foro psicológico.</p>
<p>Ela levou a mão à cona e lentamente esticou o dedo mais comprido e gordo que tinha, sentindo já na ponta da unha a viscosidade acumulada pelo sono de horas. Afastava-se de Anton com passo rápido. Deveria afastar-se da memória o mais rápido que podia, sempre em frente, até poder levantar o empedrado do passeio para assim se esgueirar por lá. O outro lado do mundo parecia tão perto! Lá, onde o tempo é mais majestoso, e onde todo Anton permanecia estéril e intocado.<br />
Queira visitá-lo na noite. O Sol era ainda demasiado para ser uma solução. Esperaria ali sentada. Anton deveria vir logo atrás.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>
</div>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/apenas-solidao">Apenas solidão</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pedra</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/pedra</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 09:13:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que fazer aqui na morte sagrado dos Budas do Oriente maior,<br />
Nas pirâmides não destruídas,<br />
Famintas de maiores sonos e guerras,<br />
Poluidoras do entre-cruzamento da real categoria dos espasmos<br />
E dos medos como uma peneira sagrada,<br />
O que fazer aqui quando ainda se treme de frio.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element  qt-the-content" >
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			<h2>Pedra</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que fazer aqui na morte sagrado dos Budas do Oriente maior,<br />
Nas pirâmides não destruídas,<br />
Famintas de maiores sonos e guerras,<br />
Poluidoras do entre-cruzamento da real categoria dos espasmos<br />
E dos medos como uma peneira sagrada,<br />
O que fazer aqui quando ainda se treme de frio.</p>
<p><em>(Are you still fucking!</em><br />
Coil<br />
<em>Are you still cold?)</em></p>
<p>Lamentos não sofrem de amor<br />
Porque o amor é dano e não recordação.<br />
Pedra fria de faces cortantes<br />
E belíssimas pela mentira.<br />
E depois?</p>
<p>Como se o silêncio não fosse uma pedra gigante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/pedra">Pedra</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Calores Nocturnos</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/calores-nocturnos</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Oct 2020 08:09:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não pensem que o medo é único<br />
quando não se consegue medir.<br />
A ignorância também contribui para os aumentos.<br />
Qual subtilezas, qual quê? Eu vim cá para fora.<br />
Toda a gente grita.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element  qt-the-content" >
		<div class="wpb_wrapper">
			<h2>Calores Nocturnos</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não pensem que o medo é único<br />
quando não se consegue medir.<br />
A ignorância também contribui para os aumentos.<br />
Qual subtilezas, qual quê? Eu vim cá para fora.<br />
Toda a gente grita.<br />
Foste tú.<br />
Foste tú.<br />
Não se parecem coisas diferentes.<br />
Pois o medo nasce do indiferente perante o que esteve.<br />
Assim os olhos prendem o agora<br />
como violetas.<br />
Toda a gente chora.<br />
Toda a gente berra.<br />
Foste tú.<br />
Foste tú.<br />
Brisas nocturnas ao som da chuva caída.<br />
Lá fora, no meio dos gritos,<br />
não há nuncas nem fomes antigas,<br />
apenas merda.<br />
Foste tú,<br />
foste tú.<br />
Quem diria.<br />
Que os elfos se matariam um dia como diamantes por<br />
cortar.<br />
Que os outros<br />
iriam se perder na metamorfose do que não é.<br />
Para nunca ser.<br />
Amor, meu amor, estás tão longe,<br />
e dizem-mem que és inconsciente.<br />
Mas estás.<br />
Não há mais prova da tua consciência.<br />
Em mim,<br />
nos calores nocturnos e teus olhos a brilhar.</p>
<p>Labirinto.</p>
<p>Crescem garras nos olhos famintos<br />
de fumos negros e almas em sangue por mim,<br />
deitado na asquerosa constatação do que é sempre:<br />
nunca.</p>
<p>Como?</p>
<p>Pois que eu não estou presente na<br />
fúria que mata, mas na tal que dilacera tudo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
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		<item>
		<title>Permissões sexuais no conteúdo</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/permissoes-sexuais-no-conteudo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 22:44:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O homem saiu para a noite. Silencios tenebrosos esperavam ao fim da escada que surgia ali. Quando ele-homem saiu toda a noite tinha caído. Sabemos bem como todos os homens que se procriam na noite saem estúpidos.</p>
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			<h2>Permissões sexuais no conteúdo</h2>
<p>&nbsp;</p>
<div id="aa2">
<p>O homem saiu para a noite. Silencios tenebrosos esperavam ao fim da escada que surgia ali. Quando ele-homem saiu toda a noite tinha caído. Sabemos bem como todos os homens que se procriam na noite saem estúpidos. Mirones da luz que nunca chega. Aquela que nunca chega. E esse homem alongou-se nos passos pela rua na noite. A bela mulher-noite. Não pensem que havia sexo. Apenas a majestade de ser um meio termo, sublime zero, que o matava no aconchego de braços longos, de joias milenares. E Rock &amp; Roll. Havia sexo. Mas os termos são sempre mais líquidos na periferia, logo é necessário ir ao centro, para que surjam maiores. E o centro é sexo líquido. O homem-noite desceu a rua sem sexo.Os termos são-no sempre em demasia.</p>
<p>A noite do homem cai da ponte.</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/permissoes-sexuais-no-conteudo">Permissões sexuais no conteúdo</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Zerox NON</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/zerox-non</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 21:30:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aqui morto eu!<br />
Façam de mim a penúria maior!<br />
Cantem os sinos de tronos partidos!<br />
A rebate os mortos da forca maior!<br />
Forca!<br />
Para mim aqui morto eu!</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<h2>Zerox NON</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aqui morto eu!<br />
Façam de mim a penúria maior!<br />
Cantem os sinos de tronos partidos!<br />
A rebate os mortos da forca maior!<br />
Forca!<br />
Para mim aqui morto eu!</p>
<p><em>Não sinto a cabeça.<br />
Isto é, sinto-a demasiado fortemente<br />
para a pressentir apenas como necessária.<br />
Ela formou-se em turbilhão vaporoso<br />
e agora a inércia transporta-me para o mais pesado,<br />
para o que não fecunda porque já foi castrado de virilidade,<br />
e assim vagueio na cal do sensacionismo,<br />
podre de perfeição.<br />
Os olhos já não vêm o que pretendo,<br />
eles próprios recusam assumir o assombro como próximo,<br />
anulam a existência da potência sensorial<br />
para cairem pelos becos cuja saída está sempre ausente.<br />
As minhas lamentações tomam a proporção do acabamento<br />
e assim termino-me sem qualquer honraria a compor-me<br />
a progressão no espaço,<br />
ou na metáfora,<br />
ou no anti-real.<br />
Querer os mesmos pontos de contacto com a realidade:<br />
eis o que me afasta do sentir.<br />
Ou o que me aproxima do sentimento.<br />
Sentir a sensação ou sentir o sentimento?<br />
Afastamento ou aproximação?</em></p>
<p>Lado. Escuro lado.<br />
Em canto nocturno.<br />
Membro da noite.<br />
O que fere o meu vazio<br />
espantalho<br />
agreste dos verdes<br />
em nada.</p>
<p>Eu fodo-me como um santo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/zerox-non">Zerox NON</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Poesia do Nul</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/poesia-do-nul</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2020 21:11:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Poentes caídos na lama<br />
e ventos futuros em rama:<br />
tudo isso congemina a minha<br />
alma de desaguçado e em frente morte.<br />
Num embalo tétrico quanto sublime porque deixa rasto.</p>
<p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/poesia-do-nul">Poesia do Nul</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="qt-vc-row-container"><div class="vc_row wpb_row vc_row-kentha"><div class="wpb_column vc_column_container vc_col-sm-12"><div class="vc_column-inner"><div class="wpb_wrapper">
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			<h2>Poesia do Nul</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poentes caídos na lama<br />
e ventos futuros em rama:<br />
tudo isso congemina a minha<br />
alma de desaguçado e em frente morte.<br />
Num embalo tétrico quanto sublime porque deixa rasto.</p>
<p>Olhos na noite como quem mata: um punhal na noite.</p>
<p>Para lá do Sol quente afigura-se o desprezo,<br />
o raiar de uma nova era,<br />
aquela que queima.<br />
Punhais na noite como quem tem fome.<br />
Aguçados sem ponta, o caralho!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>

		</div>
	</div>
</div></div></div></div></div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/poesia-do-nul">Poesia do Nul</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A antropofagia humana como condensação única, por Juca Pimentel</title>
		<link>https://astrangerparadise.com/a-antropofagia-humana-como-condensacao-unica-por-juca-pimentel</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juca Pimentel]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 12:55:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Airf'Auga 5]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fusis quebrados. O homem tende a ser encaminhado pelo outro. Um lado a lado com a miséria do outro. A inversão do erro não se dá. O espírito da discussão crítica das sonoridades interiores não se dá. A transmissão acontece na periferia do nojo. Roupa suja. Mental. Variações sem sentido do amor-próprio que mata o único condensamento possível: a irrealização atómica, supra-sonho, e além túmulo. Queimaduras? Nem por isso. Colocações senis e aprofundamentos ligeiros. No assombramento da consciência única que tornada Kitsh se manda "daqui" para "mim". Anulamentos nada subtis. Periferias da zona. Um comércio das sensações básicas. Contratatempos fracos. Misérias condensadas.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<div id="aa1">
<p>&nbsp;</p>
<h2>A antropofagia humana como condensação única</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fusis quebrados. O homem tende a ser encaminhado pelo outro. Um lado a lado com a miséria do outro. A inversão do erro não se dá. O espírito da discussão crítica das sonoridades interiores não se dá. A transmissão acontece na periferia do nojo. Roupa suja. Mental. Variações sem sentido do amor-próprio que mata o único condensamento possível: a irrealização atómica, supra-sonho, e além túmulo. Queimaduras? Nem por isso. Colocações senis e aprofundamentos ligeiros. No assombramento da consciência única que tornada Kitsh se manda « daqui » para « mim ». Anulamentos nada subtis. Periferias da zona. Um comércio das sensações básicas. Contratatempos fracos. Misérias condensadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Burning Inside é uma música de Ministry.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Andamentos na lógica. E sem ela. Um arremesso inconcreto. A aranha hiperbárica confunde-se com a sombra do que é, e do que nunca poderá vir a ser. Aquilo que nunca foi desejado. Mas que não deixa de ser a única coisa possível para o homem. A miséria da condensação. Da única possível. Da miserável.</p>
<p>A expulsão dos segredos é moradia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Femme Fatale é uma música de Velvet Underground.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>LSN</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Juca Pimentel</em></p>
<p>&nbsp;</p>
</div><p>The post <a href="https://astrangerparadise.com/a-antropofagia-humana-como-condensacao-unica-por-juca-pimentel">A antropofagia humana como condensação única, por Juca Pimentel</a> first appeared on <a href="https://astrangerparadise.com">A Stranger Paradise</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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