A Stranger Paradise

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Bórgia Ginz

Ansiamos a instituição da livre circulação e transmissão de objectos da criação intelectual abstracta. O Homem não é; o Homem é uma potência do que pode vir a ser. E nós ambicionamos o Homem-outro. Nós não nos baseamos nas velhas teorias. Nós não nos baseamos em nada. Construimos realidade. A nossa.

astrangerparadise.com

 

Joséphine Muller

De jour en jour le besoin s'impose d'avantage. Il ne se prête plus guère à une considération détachée. La stylistique appliquée n'est pas l'observation du réel.

astrangerparadise.com/josephinemuller

 

Ian Linter

Non musika Excentrica IN! For electronikal renoise Key. Submit Random Science & reduction. Overflow cast Numar is for Den emon exp & la mort pour Vitas body convolution.

astrangerparadise.com/ianlinter

 

Juca Pimentel

Eu olho para Ti, e tenho medo, minha querida… Eu vejo-Te despida num sonho purpúreo e diabólico, e sinto nojo… e sinto vontade de vomitar, meu amor….

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04 Jun

Para um golpe de estado

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Para um golpe de estado

 

 

        Temos o sonho entalado no meio dos nossos dentes amarelecidos pelo tempo. Temos toda a nossa intelectualidade metafísica dispersada na imensa miserabilidade do nosso corpo, e com isso sofremos todas as atrocidades que nos fazem arredar passo de toda a “outra” humanidade.
        O exagero das formas passa por ser hoje em dia uma verdadeira instituição comportamental, toda de beleza feita nas faces frescas dos jovens. Mas, até quando a juventude?, sendo que ela não é um posto vitalício? Não há explicação para a “criancice”. A não ser que a palavra mais correcta seja “sacanice”. O estado jovem é antes de mais uma palavra, um sussurro de individualidade, esquecidas que estão para sempre noções como o colectivo, a nação, o patriotismo, a camaradagem, acompanhadas pela crescente debilitação de teorias políticas como o comunismo. Pois que a própria política é olhada de soslaio e alvo da troça generalizada. (As pessoas que poderiam dar algum contributo futuro à política, são os que agora mesmo mais troça fazem da mesma. Só os oportunistas e os vagabundos mentais de agora serão os políticos do futuro. Prevejo uma vaga cada vez maior de corrupção e branqueamento políticos.) Porque a paixão, para a juventude, é uma palavra que tem a ver com mulheres, não vendo os “jovens” de agora nenhuma outra asserção para esta tão bela palavra. Paixão...
        O cérebro, ao contrário do que dizem por aí, já se vai tornando pequeno para tanto processamento de informação. É óbvio que se revelam já por todo o lado certos    tipos   de    dislexias  próprias de fenómenos de impreparação     mental,     e   até   física,   em   relação   a certas realidades mais “modernas”. E cada vez mais as drogas têm uma componente psíquica, inerente ao subconsciente, a raiar o mortal, o inconcebível físicamente. “A droga que mata somos nós.” (Juca Pimentel) Encontro-me muito céptico em relação a qualquer teoria que aponte para um radical desenvolvimento psíquico/mental do ser humano, a exemplo do que se deu desde os nossos antepassados queridíssimos, os primatas. Não concebo que o cérebro humano tenha bases para um crescimento intelectual grandioso. Porque o homem, e aqui volto aos jovens, não têm motivações exteriores, no mundo circundante que consideram a sua realidade, motivações motoras que necessitem de um desenvolvimento em grau elevado do cérebro. Os jovens amealham kilobytes de informação por dia, a um ritmo muito maior do que o do processamento e eliminação do lixo, (há informação que um jovem de dez anos hoje, nunca processará!), numa atitude muito passiva, ou em linguagem mais in, numa atitude muito artística. Surge sim, e apenas, a necessidade de aumento da capacidade de reter informação, como se numa casa houvesse apenas a necessidade de ter armários e gavetas...
        O cérebro humano desenvolveu-se através da experiência, através das motivações motoras, que desencadearam um processo de milénios. Foi, por exemplo, a necessidade de caçar melhor, mais rentavelmente, etc., que criou condições para o “crescimento” cerebral. Hoje em dia, a passividade tomou conta do dia-a-dia da juventude, aquela mesma juventude que se auto rotula de irrequieta e com febre no dia de Sábado à noite...         

 

 

pelos meados de Maio de 1995
Bórgia Ginz



Bórgia Ginz

Bórgia Ginz

Ansiamos a instituição da livre circulação e transmissão de objectos da criação intelectual abstracta. Como forma de acesso dos comuns mortais a realidades outras; como forma de incentivar cada indivíduo a criar a sua própria realidade. O Homem não é; o Homem é uma potência do que pode vir a ser. E nós ambicionamos o Homem-outro. Não confiamos no intelecto humano quando este se constroi encima da total ignorância sobre o absoluto da matéria. Apenas constatamos a intelectualidade que nasce da experimentação directa de um objecto material. O mundo tomba sob o peso de cada teoria nova baseada em velhas teorias do absurdo humano. Nós não nos baseamos nas velhas teorias. Nós não nos baseamos em nada. Construimos realidade. A nossa.

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