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Airf'Auga 4

Bronssi

Bórgia Ginz

Pumbra

 

 

My body despedaçado
anseia pela tua existência.
Leve suave brisa do mar.
Não te amo de uma maneira
vã,
não te quero na comodidade
do meu abraço.
Quero-te violenta nos sonhos do amor.
Na Luz que incendeia os
olhos que choram baixinho.
O teu ventre sofre de mim.
O meu corpo sofre da tua plenitude.
És um beijo volátil do
tamanho do mundo.
Amo-te amei-te amar-te-ei
de todas
as cores dispersas.
E assim o meu vento
será sempre o teu vento,
feito de ondas de mar
da altura dos meus sonhos, enormes!
Os teus clarões de beleza,
aqueles
que os olhos permeiam de mansinho,
são-me totalmente pérolas em mim.
És o meu tudo.
Na tua morada do adeus
viste-me e amas-me?
O meu olho esquerdo vocifera
mil razões para te amar.
Se o teu olho viesse de encontro ao meu,
e assim juntos dançassem uma
balalaica de tempos imemoriais!
És demasiado diamante para
te ter apenas em carvão!
És o meu diamante mais puro!
Um leve odor de paixão
que eu retirei dos teus cabelos
é-me companhia.
Todos os meus passos estão
possuídos de ti.
Vejo-te nas esquinas,
aquelas que me querem muito
pois são cruzamentos de vidas,
vejo-te na garra dos pássaros
que passam em debandada e gritam amor,
pelos céus fora,
pela noite fora.
Vejo-te aqui e ali,
e nos dois sítios
ao mesmo tempo.
E ousas chamar a isso
outra coisa que não amor?

 

 

 

Diamante

 

 

Há sonho em
fim de tarde domingueiro,
em cor estilizado
e forte de pessegueiro construído.
Há corpos que se escapam
a mãos acolhedoras,
tão longe
se afiguram em
meias sombras renascidos.
Eu observo toda a gente com a
paixão de quem não tem nada…
Tudo são pérolas e diamantes,
pequenos cristais translúcidos que volteio suavemente
nos meus dedos ansiosos de recém-nascido.
Da mesa do café onde me encontro,
janela fechada para todo o meu passado,
eu antevejo as torres
torneadas a marfim do meu presente.
E alegro-me com isso…
E sinto-me todo,
sinto todos os meus músculos
prontos para a acção mais rápida,
sinto o meu cérebro capaz
do raciocínio mais genial,
mais impossível…

Oh! Não fosse eu apenas eu,
e poderia ser tudo e toda a gente!
Vejo mulheres a quem
gostaria de me dar,
vejo corpos que gostaria de sentir com
a palma da minha mão dourada,
vejo lábios
que gostaria de aflorar
com o meu beijo eterno…
Dia e noite
sonho com o meu Deus de prata
agigantado ao Infinito!
Consumindo
vidas em suaves embalos de torso despido,
com o Sol a dourar tudo,
fileiras intermináveis de prazeres
a enternecê-lo e a embriagá-lo.
Apoteoses febris de luxúria !!
E eu a dirigir
uma orquestra de mil instrumentos feitos de sonho!

 

Não existem dobras nem rugas verdes no meu semblante.
Uma Rainha cristalizada e purpúrea levanta o véu
sobre o meu olhar…

 

 

 

 

Metempsicose Aptúndica

 

 

Ontem aspirei um sonho…
Envolto em malvadez e desencanto,
fui seguindo pela tracção d’O envolto em penumbra.
E quis ser generoso com a dúbia
presença do estranho sentir de sucção
que metamórficamente me percorreu o corpo.
Quis acrescentar que estava solto,
num percurso sonâmbulo de permissividade oculta.
No entanto,
fui interceptado pela razão omnítica
de acordo com a perda de censo que
me foi invadindo lentamente,
após longas horas de meditação em
volta de um sexo aberrante.
Depois,
foi a loucura que tomou conta do
meu ser.
A pouco e pouco senti-me invadir de uma
loucura corporal tal
que decerto estaria flutuando
num qualquer antro derivante do Astral.
Era,
sem dúvida,
a Permanência Newtoniana que discorria a espaços.
Cruelmente real e aleatória que tal.
Por essa altura senti-me
ameaçado por algo exterior que não sei o quê.
Acordei…
…na minha cama, no meu quarto, na minha casa
num corpo que não era o meu…

 

 

Z

 

 

Filigrana pura
esvoaçante ao vento.
És bálsamo expelido de
mim para fora,
com candeias azuis e vermelhas
encastradas no teu seio desnudado.
Fere-se toda a lucidez
quando te toco;
um tilintar de copos vazio
que ecoa na minha mente
asfixia o teu olhar.
O teu olhar vermelho…
Com fumo à mistura,
em confusão estrambótica
de sensações sem sentido,
que a máscara me escapa
para todo o sempre.
Arde volátil todo o querer que
é antigo e de renome.
Uma mulher pura…
Uma recordação…
Estreito o teu sonho
no sonho do meu Amor.
Vejo a tua voz que me acaricia
palavras suaves de sono,
em lençóis brancos de paz.
Esses olhos em sombras projectados,
com as formas todas
vertidas nos teus lábios entreabertos.
O som de um beijo que cai
no fundo suave do corpo…

 

 

 

 

SMYNTHEUS (1)

 

 

 

dorso
torso
fim que ele escolhe
bum…
ar
vertigem
indício de côr
som
tom
a estrela é grande e foge-me

bum…

e
las
ti
ci
da
de
amena
do
fundo
da
alma

bum…

ouvem-se vozes de cantores mortos acima da
linha do horizonte decapitado pelos prédios altos…
vazio
sonho
narciso florido
explosão dupla

bum… bum…

(1) SMYNTHEUS é, em Antonin Artaud, Apolo Smyntheus: que é o
excedido, o extremado, o ponto de ruptura, o abcesso maduro.

 

 

 





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